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Monday, May 16, 2011

A espécie Coptobrycon bilineatus

Gênero: Coptobrycon

Espécie tipo: Coptobrycon bilineatus (Ellis, 1911).

 Coptobrycon bilineatus

Espécies incluídas no gênero: Espécie monotípica = única no gênero.

Distribuição: Bacia do Alto rio Tiête e rio Itatinga.

Etimologia: Do grego Brycon = mordedor e Copto = mutilado. Em alusão a ausência da nadadeira adiposa  e dos dentes mandibulares.

 
Coptobrycon bilineatus (Ellis, 1911)

Sinônimos: Hasemania bilineata

 Coptobrycon bilineatus

Descrição: Peixe de pequeno porte com cerca de 20 mm a 30 mm de comprimento padrão. Facilmente distinta de todas as outras espécies de Characidae por apresentar dentário com dentição muito peculiar, a ausência do osso nasal e presença de listra marrom escuro ligeiramente acima da base da nadadeira anal.

Etimologia: do latim Bilineata =  devido a presença de duas listra marrom escuro, uma acima da base da nadadeira anal e a outra na região mediana do corpo, iniciando-se na altura da nadadeira dorsal.

 Coptobrycon bilineatus

Referências

 
Géry, J.   1966. A review of certain Tetragonopterinae (Characoidei), with the description of two new genera. Ichthyologica, the Aquarium Journal v. 37 (no. 5): 211-236.   

Langeani, F.  and J. P. Serra  2010. Coptobrycon bilineatus (Ellis, 1911) (Characiformes: Characidae): redescription and comments on its phylogenetic relationships. Neotropical Ichthyology v. 8 (no. 4): 727-736.


Monday, April 26, 2010

A espécie Hyphessobrycon amandae

O gênero Hyphessobrycon foi descrito por Durbin em 1908, que o considerou um sub-gênero de Hemigrammus (devido a nadadeira caudal ser nua de escamas). Há espécie-tipo do gênero se tornou Hyphessobrycon compressus (Meek, 1904), de El Hule, Oxaca, bacia do Rio Papaloapan, no México.
 

As espécies do gênero apresentam uma ampla distribuição na região neotropical, ocorrendo do sul do México à bacia do Rio da Prata na Argentina, com sua maior diversidade na América do Sul.
Ocupam diversos hábitats, incluindo rios, riachos, lagoas, represas e áreas pantanosas. Possuem imensa variedade em suas formas corporais e na coloração, apresentando tamanho bem variado ( de 2 a 7 cm), sendo a maioria com cerca de 4 a 5 cm.

Etimologia do gênero: Do Latim, onde Hyphe = pequeno e Brycon = mordedor.

Hyphessobrycon amandae Géry e Uj 1987


A espécie foi descrita por Géry e Uj no ano de 1987 e foi introduzida no aquarismo quinze anos antes de sua descrição. Hyphessobrycon amandae é nativa do Rio das Mortes, bacia do Rio Araguaia, no estado do Mato Grosso.
Atinge cerca de 2 cm quando adulta, onde fêmeas são maiores, apresentam cores pálidas e com o corpo arredondado; e os machos possuem coloração mais forte e corpo esguio.
 
 Etimologia: Nomeado em homenagem a Amanda Bleher.

Dados ecológicos: Na natureza, vivem em grandes cardumes e apreciam pequenos invertebrados e algas.


Dimorfismo Sexual: Fêmeas são maiores, tem a barriga arrendodada e cor pálida. Machos são mais esguios e a cor é mais escura e mais viva.

Referências:

Géry, J. & Uj, A. 1987. The ember tetra: a new pygmy characid tetra from the Rio das Mortes, Brazil, Hyphessobrycon amandae sp. n. (Pisces, Characoidei). Tropical Fish Hobbyist v. 35 (no. 5)(Jan.): 58-61, 65.


 Fotos
Chantal Wagner

Adaptado por Ricardo Britzke © Copyright 2010 ©

Friday, November 6, 2009

O gênero Inpaichthys

Inpaichthys kerri, Gery & Junk, 1977

Origem: Brazil, Amazonas, Rio Aripuanã.
Primeira importação: Alemanha, 1977, por Heiko Bleher.


Descrição

Um pequeno e brilhantemente colorido tetra é aqui descrito, descoberto perto da estação do Núcleo Aripuanã, no norte do Mato Grosso, pela equipe de ictiologia durante recente expedição de coleta. É uma importante adição para a fauna amazônica, não somente por apresentar um novo e raro peixe, mas também por apresentar um colorido azulado tipo neon, que poderá torna-lo importante peixe de aquário, assim como os ''neons-tetras'' (Paracheirodon innesi e P. axerold)

Inpaichthys n. gen. (novo gênero)

Assim designado em homenagem ao Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Manaus, Brasil

Espécie tipo: Inpaichthys kerri n. sp. (nova espécie)

Peixe tetragonopteríneo de pequeno tamanho, caracterizado como Hyphessobrycon (''sensu lato''), pela linha lateral incompleta e nadadeira caudal nua, mas único entre os Tetragonopterinae por possuir as seguintes características:
Boca subsuperior, dentes tricuspidados em duas séries muito irregulares no pré-maxilar; a série interna geralmente composta de somente dois dentes medianos em cada lado; maxilar dentado em metade de sua borda, geralemnte com 7 a 8 dentes tricuspidados a cônicos; suborbital grande, inteiro em contato com o canal preopercular; madadeira dorsal claramente atrás do meio do corpo e pedúnculo relativamente profundo.
Colorido peculiar, podendo parecer um carácter genérico, consistindo em uma larga e conspícua faixa longitudinal da mandíbula a nadadeira caudal, bastante decurvada em direção ao ventre do peixes. Em vida, a metade dorsal do corpo é azulada irrisdecente, brilhando como lâmpadas neon.



Discussão

Este novo gênero é difícil de situar.De acordo com sua organização geral e a despeito a ausência de glândula caudal, mostra estar próximo a certos gêneros de Glandulocaudinae, como dito acima podendo assemelhar-se a Coelurichthys tenius (hoje Mimagoniates lateralis), também um tetra azul o qual tem muito mais escamas e diferente dentição.
Inpaichthys também recorda Nematobrycon, pequeno tetra do nordeste neotropical (drenagem do Pacífico), pertencente ao grupo Hemibrycon dos Tetragonopterinae, caracterizado pela presença de um lóbulo mediano apontado e ausência de nadadeira adiposa. Os dois gêneros diferem algo consideravelmente em suas dentições.
Outras afinidades poderiam ser vistas com Hyphessobrycon melanopleurus Ellis, 1911, endêmico do rio Tiête, que também poderia ser um novo gênero e com Rachoviscus crassiceps Myers, 1926; também raro entre os Tetragonopterinae, situado próximo a Paragoniates. Ambas espécies tem uma dentição diferente de Inpaichthys n. gen.
Finalmente, há um outro raro e pequeno Tetra que aparenta ter dentição pré-maxilar semelhante ao do novo gênero: Bryconella pallidifrons Fowler, 1946; do alto Amazonas. Inpaichthys difere de Bryconella principalmente no hábito, coloração, maxilar denteado e estrutura dos postorbitais, e não parece pertencer a mesma linha filogenética.

Inpaichthys kerri n. sp.

Assim designado em homenagem ao Dr. Warwick Estevan Kerr, diretor do INPA

Notas sobre a localidade tipo

A estação do INPA foi implantada na cidade de Humboldt, Aripuanã, MT; acima das grandes cachoeiras de Dardanelas e Andorinhas, no alto rio Aripuanã, tributário do rio Madeira.

Dados ecológicos

Inpaichthys kerri vive nas áreas ensolaradas e de correnteza dos igarapés pertencentes ao sistema fluvial do Queimada, tributário do alto rio Aripuanã, que apresenta águas moles e ácidas.
Estes igarapés de floresta são habitados por uma rica e abundante fauna aquática. Parecem viver em associação com outro pequeno Tetra que apresenta uma faixa lateral reta, Hyphessobrycon cf. cachimbensis, Travassos, 1964; sendo bem menos abundante que o último, na proporção de 1/200. Conforme seu comportamento em aquário, Inpaichthys kerri é peixe de cardume, se alimentando principalmente na superfície, sendo sua principal dieta insetos caídos. Extremamente ativo, não é tímido e nem sensível ao transporte ou a mudanças de água. A exibição dos machos pode ocorrer junto ao fundo.



Para saber mais:


Inpaichthys kerri n. g. n. sp., um novo peixe caracídeo do alto rio Aripuanã, Mato Grosso, Brasil. Acta Amazonica v. 7 (no. 3): 417-422.


Curiosidades
Hoje a espécie não pertence mais a subfamília Tetragonopterinae, ele permanece em Incertae sedis na família Characidae.


Fotos
Minoru Nagayama

Agradecimentos
A Thiago Nilton Pereira por ceder o artigo original


Adaptado por Ricardo Britzke © Copyright 2009 ©

Friday, June 12, 2009

Um caracídeo raro e pouco conhecido

O gênero Rachoviscus foi proposto por Myers em 1926 para abrigar a espécie tipo R. crassiceps.
A descrição da espécie foi baseada na análise de dois exemplares provenientes dos arredores do Rio de Janeiro, que foram transportados para a Alemanha por Arthur Rachow via comércio de peixes ornamentais para aquarismo.

Weitzman & Cruz (1981) não concoradam com a hipótese de que o material utilizado por Myers na descrição seja proveniente do Rio de Janeiro, pois esta espécie nunca mais foi encontrada nos riachos costeiros deste Estado. A hipótese mais aceita é de que a localidade-tipo seja o sul da cidade de Paranaguá, no estado do Paraná, pois os autores utilizaram novos exemplares capturados nessa região para a redefinição da localidade tipo de R. crassiceps.


Rachoviscus crassiceps

Os mesmos autores descrevem ainda uma segunda espécie para o gênero, R. graciliceps, na região costeira da Bahia, a aproximadamente 1 km ao norte da cidade de Prado - BA, a qual é facilmente distinguida de R. crassiceps. Os primeiros registros de R. graciliceps na natureza datam de 1977, segundo os autores.

Segundo Abilhoa, Bastos & Wegbecher (2007), a principal dieta de R. crassiceps inclui microcrustáceos, insetos aquáticos e terrestres, algas, matéria orgânica e aracnídeos, sendo que os indivíduos maiores se alimentam principalmente de insetos terrestres, insetos imaturos aquáticos (larvas e pupas) e algas filamentosas; enquanto que os indivíduos menores alimentaam-se basicamente de insetos imaturos aquáticos e microcrustáceos. Embora não se tenha estudos alimentares de R. graciliceps, com certeza esta espécie também possui os mesmos hábitos alimentares.


Rachoviscus graciliceps

Ambas espécies vivem riachos de água escura com cor de chá, sendo encontrados somente em ambientes preservados. Se destacam pelo belo colorido com tons de vermelho no corpo e de amarelo sobre as nadadeiras, despertando os interesses de aquaristas de todo o mundo, mas mesmo em cativeiro são considerados raros.

Desde 2005 se encontram na lista vermelha de fauna ameaçada do IBAMA, por serem bem vulneráveis às alterações ambientais, como a destruição de seus habitats em decorrência dos processos de ocupação humana.


Referência Bibliográficas

Abilhoa, V. ; Bastos, L. P. ; Wegbecher, F. X. Feeding habits of Rachoviscus crassiceps (Teleostei: Characidae) in a coastal Atlantic rainforest stream, southern Brazil. Ichthyological Exploration of Freshwaters, v. 18, p. 227-232, 2007.

Machado, A. B. M. 2005. Lista da fauna brasileira ameaçada de extinção: incluindo s espécies quase ameaçadas e deficientes em dados/ A. B. M. Machado, C. S. Martins & G. M. Drummond. Belo Horizonte: Fundação Biodiversitas. 160p.

Myers, G. S. Eine neue Characinidengattung der Unterfamilie Cheirodontinae aus Rio de Janeiro, Brasilien. Blätter für Aquarien- und Terrarien-Kunde. Stuttgart. v. 37 (no. 24): 1-2, 1926.
Sarmento-Soares, L. M., MARTINS-PINHEIRO, R. F. Rachoviscus graciliceps (Characidae: Incertae Sedis) sobrevivente nos pequenos riachos do extremo sul da Bahia, Brasil. Boletim da Sociedade Brasileira de Ictiologia, v. 85, p. 4-5, 2006.
Weitzman, S. H.; Cruz, C. A. G. The South American fish genus Rachoviscus, with a description of a new species (Teleostei: Characidae). Proceedings of the Biological Society of Washington v. 93 (no. 4): 997-1015, 1981.
Fotos:

Frank Teigler
Peter and Martin Hoffmann

Adaptado e traduzido por Ricardo Britzke © Copyright 2009 ©

Thursday, December 27, 2007

Ordem Characiformes

Umas das ordens mais vastas e diversificadas de peixes de água doce existentes, sendo a maioria encontradas na América do Sul, Central e África. São divididos em 16 famílias (Géry, 1977 e Greenwood et al.,1966), sendo quatro de origem africana (cerca de 200 espécies) e o restante nas Américas ( mais de 1200 espécies). São peixes de hábitos predominantemente diurnos, que exploram a superfície ou o meio da coluna da água em busca de alimentos, e possuem um órgão auditivo chamado de Aparelho de Weber, o qual transmite ondas sonoras recebidas pela bexiga natatória ao ouvido interno, onde as mesmas são transformadas em impulsos elétricos que são enviados ao cérebro. A ampla especialização ecológica encontrada nos Characiformes é considerável, apresentando amplo leque em seus hábitos alimentares; podendo ser detritívoros, herbívoros, carnívoros, onívoros, iliófagas (comedores de escamas) e filtradores. Adaptações fisiológicas e morfológicas especiais, permitem a sobrevivência de alguns grupos em condições extremas de concentração de oxigênio, por exemplo as Traíras ( Hoplias malabaricus) possuem adaptação para respirar na superfície e cuidado parental com sua prole.


Proboludus heterostomus - Exemplo de peixe iliófago


Os peixes da ordem Characiformes são caracterizados por possuirem escamas ctenóides cobrindo todo o corpo, com exceção da cabeça; presença de uma nadadeira adiposa; 5 a 12 raios moles nas nadadeiras; pré-maxilar fixo ao crânio e portanto não protrátil como nos peixes da família Cichlidae. A origem dos Characiformes data de mais de 100 milhões de anos atrás, quando África e Ámérica do Sul formavam uma única massa continental chamada Gondwana (Lundberg 1993; Ortí e Meyer 1997). Com a divisão dos continentes africano e americano, a espécie ancestral dos characiformes se dividiram nas diversas famílias existentes nos dias de hoje em ambos continentes, cada uma adaptado ao seu ambiente. A ordem Characiforme se divide nas seguintes famílias (Segue algumas espécies pertencentes as famílias da ordem Characiformes) :

Prochilodontidae

Semaprochilodus taeniurus



Curimatidae


Curimatopsis evelynae



Chilodontidae

Chilodus punctatus



Anostomidae

Anostomus Anostomus

Leporinus fasciatus



Ctenoluciidae

Boulengerella maculata



Hepsetidae

Hepsetus odoe



Erythrinidae

Hoplias malabaricus



Lebiasinidae

Nannostomus trifasciatus




Hemiodontidae

Hemiodus sp.



Parodontidae

Apareiodon affinis



Gasteropelecidae

Carnegiella strigata



Crenuchidae

Characidium fasciatum



Characidae

Inpaichthys kerri

Hyphessobrycon sp.



Distichodontidae


Distichodus sexfasciatus



Cynodontidae


Hydrolycus scomberoides



Alestidae

Phenacogrammus interruptus


Referência Bibliográficas:

MENEZES, N. A.; WEITZMAN, S. H.; OYAKAWA O. T.; LIMA, F. C. T.; CASTRO, R. M.; WEITZMAN, M. J. Peixes de água doce da mata atlântica. – Sâo Paulo: Museu de Zoologia - USP, 2007 408 p.

OYAKAWA, O.; AKAMA, A.; MAUTARI, K.C. Peixes de Riachos da Mata Atlântica – São Paulo Editora Neotópica, 2006 201 p.

http://www-museum.unl.edu/research/systematics/Orti/ - acessado em 26 de dezembro de 2007

Fotos

Practicalfishkeeping
Atlas Dr Pez
The Tropica Tank
L. Sazima
Johnny Jensen
Oscar David
Saunders
Zero
Valnei

Vii_genau
Nature Planet


Adaptado e traduzido por Ricardo Britzke
©
Copyright 2007 ©

Sunday, November 26, 2006

Identificação de algumas espécies de TETRAS - 1º PARTE

Família characidae:

Esta família inclui os peixes popularmente conhecidos como tetras, como os pacíficos cardinais , neons, mato grossos, entre outras espécies apresentadas abaixo. Também fazem parte dessa famílias as piranhas, temíveis predadoras de grande parte dos rios brasileiros. São tipicamente encontrado no continente americano, especialmente na região amazônica, e algumas espécies também são encontradas na África.
Todos os caracídeos possuem dentes, podendo ser pequenos e rudimentares ou grandes, sendo geralmente carnívoros ou onívoros.
No aquário
, os alimentos vivos são importantes, principalmente para condiciona-los a reprodução, apesar de que algumas espécies são difíceis de reproduzir-se em cativeiro.

Fonte: Aquarium fishes of the world/Aquallun

Neon Cardinal (Paracheirodon axelrodi)

Neon Verdadeiro (Paracheirodon innesi)

Neon Verde (Paracheirodon simulans)

Neon Negro (Hyphessobrycon herbertaxelrodi)

Tetra Falso Ulreyi(Hyphessobrycon heterohabdus)

Tera Glowlight (Hemigrammus erythrozonus)

Tetra Imperador (Nematobrycon palmeri)

Tetra Cobre (Hasemania nana)


Rodóstomus (Hemigrammus rhodostomus)

Pratinha (Hemigrammus rodwayi)

Rosáceo (Hyphessobrycon erythrostigma)

Mato Grosso (Hyphessobrycon eques)

Tetra Takasei (Hyphessobrycon takasei)

Tetra Black Phanton (Megalamphodus megalopterus)

Tetra Pristela albina (Pristella maxillaris)

Tetra Pristela (Pristella maxillaris)

Tetra Ulreyi (Hemigrammus ulreyi)

Tetra Tocantins (Hypressobrycon sp.)

Continua...

Fotos de Ricardo Britzke
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