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Friday, October 8, 2010

Aniversário 4 anos + Uma nova espécie fóssil de Gymnogeophagus

Mais uma ano se passou, e o NATURE PLANET completa 4 anos no ar.
Seguindo seu propósito, vem conquistando cada vez mais leitores, contando com um público de mais de 74.000 leitores, envolvendo até o momento 134 países.
 

Deixo aqui o meu muito obrigado a todos leitores e amigos, por fazerem parte disso tudo, pois hoje o NATURE PLANET é o que é graças a todos vocês!!!


 Para festejar esse quarto ano, apresentamos a descrição de uma nova espécie fóssil de Gymnogeophagus:


Ciclídeos são peixes teleósteos encontrados principalmente em águas doces. Eles são uma das grandes famílias de vertebrados com mais de 1500 espécies (Eschmeyer e Fong, 2008), sendo um das mais especiosas famílias de peixes em Percoidea (peixes com espinhos nas nadadeiras da ordem Perciformes). Devido a esta especiosidade, além os recursos ecológicos e evolutivos, os ciclídeos são os mais amplamente  peixes estudados. Contrastando com sua grande variedade de formas, seu registro fóssil é bem escasso, quando comparados a essa diversidade de formas atuais. Ciclídeos fósseis são conhecidos da África, Europa Central, América do Sul e do Oriente Médio. Na América do Sul, ciclídeos são registradas para Oligoceno-Mioceno do Brasil e do Mioceno e Eoceno da Argentina . Os primeiros registros de ciclídeos nos sedimentos argentino, †Aequidens saltensis e †Acaronia longirostrum, foram encontrados  em 1961 a partir das exposições na Província de Salta, Noroeste da Argentina.
 †Gymnogeophagus eocenicus n. sp.

Restos fósseis de outros peixes também foram relatados para a Formação Lumbrera, noroeste da Argentina, foram destacados placas dentárias atribuídas a Lepidosiren paradoxa, até a descrição do peixe ciclídeo, †Proterocara argentina. Atualmente, o gênero Gymnogeophagus Miranda Ribeiro, 1918, inclui 10 espécies que ocorrem no sul das drenagens Sulamericanas. Gymnogeophagus é um gênero da subfamília Geophaginae, com ampla distribuição nas drenagens subtropicais da América do Sul, ocorrendo nas bacias do Rio Paraná, Paraguai , Uruguai e ao longo de pequenas bacias costeiras do sul do Brasil.

 A, Localização e mapa geológico; B, vista dos afloramento de depósitos lacustres de Faja Verde

Essa nova espécie de Gymnogeophagus, da Formação Lumbrera é descrita como †Gymnogeophagus eocenicus pelos ictio-paleontólogos Maria Malabarba, Luiz Malabarba e Cecília DelPapa.
Os sedimentos desta formação foram depositados em um lago durante a primeira metade do Eoceno. Juntamente com †Proteoacara argentina, o novo fóssil constitui um dos registros mais antigos de ciclídeos da América do Sul.

Ilustração do paleoambiente interpretado pelo lago Eoceno de Verde Faja


Aspectos geológicos
O registro Paleógeno na Argentina noroeste é composta de depósitos continentais, principalmente de origem lacustre. A característica destes lagos varia em sua extensão geográfica e estilo de solução salina, a água doce, e o clima é o fator principal no controle delas.
A Formação Lumbrera continental constituía um complexo Eoceno unidade litoestratigráfica dividido por uma superfície de discordância em dois membros informais: Lumbrera inferior e Lumbrera superior. O espécime
aqui descrito vem da Lumbrera superior, local conhecido como "Faja Verde" por sua origem lacustre.
A idade desta unidade é baseada em estudos magnetoestratigráfica e vertebrados do registro paleontológico.

Hipótese de relações filogenéticas de †Gymnogeophagus eocenicus, n. sp., com outros Geophaginae

Considerações biogeográficas
Os novos estudos sistemáticos, baseado principalmente em dados moleculares, produzido filogenias alternativas que desencadeou uma discussão sobre a biogeografia de ciclídeos. Eventos de dispersão e vicariância têm sido utilizados para apoiar as hipóteses biogeográficas propostas para explicar o padrão de distribuição de ciclídeos em Gondwana. Nos últimos anos, ciclídeos fósseis de espécies foram registradas
para sedimentos de água doce do Eoceno na Argentina e África. †Gymnogeophagus eocenicus e †Proterocara argentina, vieram de sedimentos lacustres de água doce ( Formação Lumbrera), que foram datados no Eoceno médio inferior.
Gymnogeophagus gymnogenys

Embora estas espécies não têm idade suficiente para confirmar definitivamente a teoria da Deriva Continental (como seria um ciclídeo no Cretáceo), eles fornecem algumas evidências que podem contribuir para essa discussão. Todas essas espécies fósseis têm um aspecto moderno e são filogeneticamente próxima dos clado Sulamericanos ou Africanos. Mesmo conhecendo-se a rápida diversificação do ciclídeos, esses registros representam exemplos de formas morfologicamente conservadas, persistindo desde o Eoceno (~ 50 Ma) até os dias de hoje. Um outro exemplo é dado pelo bagre †Corydoras revelatus Cockerell, 1925, registado para o Paleoceno superior (~ 57 Ma), Formação Maíz Gordo (subjacente a Formação Lumbrera) do norte da Argentina. Baseado sobre a presença de caracteres derivados, Reis (1998) confirmou a atribuição do fóssil ao gênero moderno Corydoras, que está em uma posição derivada na filogenia de Callichthyidae. Fósseis do Callichthyidae são escassos e † C. revelatus é o registro mais antigo da família.

Gymnogeophagus labiatus

Todas as espécies atualmente atribuídos ao gênero Gymnogeophagus tem sua distribuição restrita à parte sul da América do Sul, incluindo a bacia do Prata (Paraná, Paraguai e Uruguai) e alguns sistemas de rios costeiros do sul do Brasil e Uruguai. A única exceção é G. balzanii, também encontrado no Rio Guaporé (Bacia Amazônica), que possui uma conexão natural com a cabeceira do rio Jauru, afluente do Rio Paraguai . De acordo com dados geológicos, eventos relacionados com a elevação dos Andes centrais, que ocorrem durante o Eoceno Médio precoce Oligoceno, movendo a fronteira entre o Amazonas e norte do Paraná, com a captura das cabeceiras do sistema paleo-Amazonas-Orinoco.

Gymnogeophagus balzanii

O endemismo das espécies viventes de Gymnogeophagus na porção sul do continente Sulamericano e a ocorrência de †Gymnogeophaguses eocenicus nos sedimentos fósseis de um lago formado durante o início do Eoceno médio no noroeste da Argentina, constituindo, juntamente com †P. argentina os registros mais antigos de ciclídeos da América do Sul, suportando a hipótese de que os atuais padrões de distribuição de
linhagens de peixes neotropicais de água doce têm uma história muito mais antiga no continente.

Gymnogeophagus australis

Para saber mais:
Malabarba, M. C., L. R. Malabarba & C. del Papa. 2010. Gymnogeophagus eocenicus (Perciformes: Cichlidae), an Eocene cichlid from the Lumbrera Formation in Argentina. Journal of Vertebrate Paleontology, 30(2): 341-350.

Adaptado e traduzido por Ricardo Britzke © Copyright 2010 ©

Wednesday, October 7, 2009

Aniversário 3 anos + A subfamília Corydoradinae

Mais uma ano se passou, e o NATURE PLANET completa 3 anos no ar.
Seguindo seu propósito, vem conquistando cada vez mais leitores, contando com um público de mais de 47.000 leitores, envolvendo até o momento 111 países.
Deixo aqui o meu muito obrigado a todos leitores e amigos, por fazerem parte disso tudo, pois hoje o NATURE PLANET é o que é graças a todos vocês!!!



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 Para festejar esse terceiro ano, apresentamos a história da subfamília Corydoradinae  Hoedeman, 1952 (Teleostei, Ostariophysi, Callichthyidae)
 .
A subfamília Corydoradinae inclui aproximadamente 90% das espécies da família Callichthyidae, sendo uma das mais diversas da ordem Siluriformes, com mais de 170 espécies válidas. As espécies da subfamília Corydoradinae são de pequeno tamanho (no máximo cerca de 90 milímetros de comprimento padrão), sendo distinguidos facilmente de outros callichthideos pela forma de seus corpos e os barbilhões curtos no maxilar. Corydoradinae é atualmente composta pelos gêneros Corydoras La cépède, Scleromystax Günther, e Aspidoras Ihering. 

Corydoras arcuatus

A subfamília apresenta distribuição predominante em toda região cis-Andina, com somente uma espécie trans-Andina, Corydoras melanotaenia Regan, da bacia de Rio Magdalena. Os representantes de Corydoradinae são encontrados em diversos ambientes de água doce, desde córregos rápidos com parte inferior arenosa ou rochosa às associações de planícies com lama.

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Aspidoras Ihering, 1907

Este é um gênero de pequenos peixes gatos, com cerca de 20 espécies descritas e algumas ainda não descritas alocacadas dentro do C-numbers.
O gênero foi estabelecido por R. Von Ihering em 1907 com a espécie Aspidoras rochai. A segunda espécie, Aspidoras lakoi foi descrita por P. Miranda de Ribeiro em 1949. Na revisão de 1976, Nijessen & Isbrücker descreveram nove novas espécies e transferiram duas espécies de Corydoras para o gênero Aspidoras.


Aspidoras pauciradiatus
 
Aspidoras virgulatus é descrita em 1980 por Nijessen & Isbrücker e recentemente Britto (1998, 2000), Lima & Britto (2001) e Britto (2002) descrevem novas espécies para o gênero. Britto (2003) demonstra que o gênero Aspidoras é estreitamente relacionado com o gênero Scleromystax e ambos gêneros formam a tribo Aspidoradini dentro da subfamília Corydoradinae, família Callichthydae.
A principal diferença do gênero quando comparada com os outros gêneros da subfamília Corydoradinae é a presença da fontanela supraocipital, uma autapomorfia do gênero (Nijessen & Isbrücker, 1976; Reis, 1998; Britto, 2003). Todas as espécies são pequenas, raramente ultrapassando os 50 mm de comprimento padrão.
A maioria das espécies são diurnas e sempre ativas procurando alimentos a todo momento. Particularmente, as espécies dos rios do Brasil central e da bacia costeira da região nordeste brasileira apresentam coloração similar, o que torna difícil determinar o peixe em particular sem conhecer a origem dele. As espécies de Aspidoras são endêmicas de áreas não habitadas e restritas na maioria dos rios (Britto, 2000).



Aspidoras albator



Etimologia do gênero: Aspido = protetor; doras = corpo

Espécies:
Aspidoras albater     Nijssen & Isbrücker, 1976     
Aspidoras belenos     Britto, 1998        
Aspidoras brunneus     Nijssen & Isbrücker, 1976        
Aspidoras carvalhoi     Nijssen & Isbrücker, 1976        
Aspidoras depinnai     Britto, 2000        
Aspidoras eurycephalus     Nijssen & Isbrücker, 1976    
Aspidoras fuscoguttatus     Nijssen & Isbrücker, 1976    
Aspidoras lakoi     Miranda Ribeiro, 1949        
Aspidoras maculosus     Nijssen & Isbrücker, 1976
Aspidoras menezesi     Nijssen & Isbrücker, 1976    
Aspidoras microgalaeus     Britto, 1998    
Aspidoras pauciradiatus     (Weitzman & Nijssen, 1970)        
Aspidoras poecilus     Nijssen & Isbrücker, 1976        
Aspidoras psammatides     Britto, Lima & Santos, 2005    
Aspidoras raimundi     (Steindachner, 1907)        
Aspidoras rochai     Ihering, 1907    
Aspidoras spilotus     Nijssen & Isbrücker, 1976    
Aspidoras taurus     Lima & Britto, 2001    
Aspidoras velites     Britto, Lima & Moreira, 2002        
Aspidoras virgulatus     Nijssen & Isbrücker, 1980

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Corydoras La Cépède, 1803

Um dos maiores gêneros da subfamília Corydoradinae. Foi estabelecido por La Cépède em 1803, baseado na descrição da espécie tipo Corydoras geoffroy, descrita de uma maneira muito confusa e inexata. O holótipo de C. geoffroy foi considerado perdido por Nijessen & Isbrücker (1980). Valenciennes (1840) foi o último autor que viu o holótipo e descreveu conspecificamente com Corydoras puctatus (Bloch, 1794). Somente recentemente Isbrücker consertou o problema declarando que Corydoras octocirrus (Ninjssen, 1970) poderia ser identificada como Corydoras geoffroy, designando um neótipo de C. geoffroy. Isto é importante, porque C. geffroy é a espécie tipo do gênero Corydoras.


Corydoras cf. elegans


Muitos estudos no gênero Corydoras tentaram organizar o polimorfismo encontrado nos membros do gênero. Existiram diversas descrições de novos gêneros, que foram mais tarde declarados sinônimos de Corydoras.
Gosline (1940) foi o primeiro aquarista a sugerir que diferentes espécies formavam grupos, que foi finalmente aceito por Ninjssen e Isbrücker (1980). Os grupos são: punctatus, barbatus, aeneus, elegans e acutus.


 
Corydoras aeneus


Com exceção do homogênio grupo acutus, todos os outros grupos provavelmente não são monofiléticos e compartilham poucas sinapomorfias. Os últimos trabalhos científicos (Reis, 1998; Britto, 2003) também comprovam que o gênero Corydoras é um agrupamento parafilético.

Corydoras geoffroy


Corydoras geoffroy, a espécie tipo do gênero, é um peixe que possui a forma da cabeça pontiaguda, um relativo espaço interorbital e uma placa óssea triangular na região frontal da cabeça. Essa forma é chamada de grupo acutus, encontrado nas diversas espécies de Corydoras stricto-sensu, podendo ser organizadas e distinguidas de todas as outras Corydoras.

Corydoras sterbay



Etimologia do gênero: Cory = capacete, doras = corpo

Especies:
Corydoras acrensis      Nijssen, 1972     
Corydoras acutus     Cope, 1872    
Corydoras adolfoi     Burgess, 1982    
Corydoras aeheus     (Gill, 1858)    
Corydoras agassizi     Steindachner, 1876        
Corydoras albolineatus     Knaack, 2004    
Corydoras amandajanea     Sands, 1995        
Corydoras amapaensis     Nijssen, 1972    
Corydoras ambiacus     Cope, 1872    
Corydoras amphibelus     Cope, 1872        
Corydoras approuaguensis     Nijssen & Isbrücker, 1983    
Corydoras araguaiaensis     Sands, 1990        
Corydoras arcuatus     Elwin, 1938    
Corydoras areio     Knaack, 2000        
Corydoras armatus     (Günther, 1868)        
Corydoras atropersonatus     Weitzman & Nijssen, 1970    
Corydoras aurofrenatus     Eigenmann & Kennedy, 1903    
Corydoras axelrodi     Rössel, 1962    
Corydoras baderi     Geisler, 1969        
Corydoras bicolor     Nijssen & Isbrücker, 1967        
Corydoras bifasciatus     Nijssen, 1972    
Corydoras bilineatus     Knaack, 2002        
Corydoras blochi     Nijssen, 1971    
Corydoras boehlkei     Nijssen & Isbrücker, 1982    
Corydoras boesemani     Nijssen & Isbrücker, 1967        
Corydoras bondi     Gosline, 1940
Corydoras breei     Isbrücker & Nijssen, 1992        
Corydoras brevirostris     Fraser-Brunner, 1947   
Corydoras burgessi     Axelrod, 1987    
Corydoras carlae     Nijssen & Isbrücker, 1983    
Corydoras caudimaculatus     Rössel, 1961    
Corydoras cervinus     Rössel, 1962        
Corydoras cochui     Myers & Weitzman, 1954    
Corydoras concolor     Weitzman, 1961        
Corydoras condiscipulus     Nijssen & Isbrücker, 1980    
Corydoras copei     Nijssen & Isbrücker, 1986        
Corydoras coppenamensis     Nijssen, 1970        
Corydoras coriatae     Burgess, 1997        
Corydoras crimmeni     Grant, 1997        
Corydoras cruziensis     Knaack, 2002        
Corydoras crypticus     Sands, 1995        
Corydoras davidsandsi     Black, 1987        
Corydoras delphax     Nijssen & Isbrücker, 1983    
Corydoras difluviatilis     Britto & Castro, 2002        
Corydoras diphyes     Axenrot & Kullander, 2003        
Corydoras duplicareus     Sands, 1995        
Corydoras ehrhardti     Steindachner, 1910        
Corydoras elegans     Steindachner, 1876    
Corydoras ellisae     Gosline, 1940        
Corydoras ephippifer     Nijssen, 1972    
Corydoras eques     Steindachner, 1876        
Corydoras esperanzae     Castro, 1987        
Corydoras evelynae     Rössel, 1963        
Corydoras filamentosus     Nijssen & Isbrücker, 1983    
Corydoras flaveolus     Ihering, 1911        
Corydoras fowleri     Böhlke, 1950        
Corydoras garbei     Ihering, 1911        
Corydoras geoffroy     Lacepède, 1803        
Corydoras geryi     Nijssen  Isbrücker, 1983        
Corydoras gomezi     Castro, 1986        
Corydoras gossei     Nijssen, 1972    
Corydoras gracilis     Nijssen & Isbrücker, 1976        
Corydoras griseus     Holly, 1940    
Corydoras guapore     Knaack, 1961    
Corydoras guianensis     Nijssen, 1970        
Corydoras habrosus     Weitzman, 1960    
Corydoras haraldschultzi     Knaack, 1962    
Corydoras hastatus     Eigenmann & Eigenmann, 1888    
Corydoras heteromorphus     Nijssen, 1970        
Corydoras imitator     Nijssen & Isbrücker, 1983        
Corydoras incolicana     Burgess, 1993    
Corydoras isbrueckeri     Knaack, 2004        
Corydoras julii     Steindachner, 1906    
Corydoras kanei     Grant, 1998        
Corydoras lacerdai     Hieronimus, 1995        
Corydoras lamberti     Nijssen & Isbrücker, 1986        
Corydoras latus     Pearson, 1924        
Corydoras leopardus     Myers, 1933    
Corydoras leucomelas     Eigenmann & Allen, 1942    
Corydoras longipinnis     Knaack, 2007        
Corydoras loretoensis     Nijssen & Isbrücker, 1986        
Corydoras loxozonus     Nijssen & Isbrücker, 1983        
Corydoras maculifer     Nijssen & Isbrücker, 1971
Corydoras mamore     Knaak, 2002   
Corydoras melanistius     Regan, 1912    
Corydoras melanotaenia     Regan, 1912    
Corydoras melini     Lönnberg & Rendahl, 1930    
Corydoras metae     Eigenmann, 1914    
Corydoras micracanthus     Regan, 1912    
Corydoras multimaculatus     Steindachner, 1907    
Corydoras nanus     Nijssen & Isbrücker, 1967        
Corydoras napoensis     Nijssen & Isbrücker, 1986        
Corydoras narcissus     Nijssen & Isbrücker, 1980        
Corydoras nattereri     Steindachner, 1876    
Corydoras negro     Knaack, 2004        
Corydoras nijsseni     Sands, 1989        
Corydoras noelkempffi     Knaack, 2004        
Corydoras oiapoquensis     Nijssen, 1972        
Corydoras ornatus     Nijssen & Isbrücker, 1976        
Corydoras orphnopterus     Weitzman & Nijssen, 1970    
Corydoras ortegai     Britto, Lima & Hidalgo, 2007        
Corydoras osteocarus     Böhlke, 1951        
Corydoras ourastigma     Nijssen, 1972        
Corydoras oxyrhynchus     Nijssen & Isbrücker, 1967    
Corydoras paleatus     (Jenyns, 1842)    
Corydoras panda     Nijssen & Isbrücker, 1971    
Corydoras pantanalensis     Knaack, 2001        
Corydoras paragua     Knaack, 2004        
Corydoras parallelus     Burgess, 1993        
Corydoras pastazensis     Weitzman, 1963    
Corydoras paucerna     Knaack, 2004        
Corydoras pinheiroi     Dinkelmeyer, 1995        
Corydoras polystictus     Regan, 1912        
Corydoras potaroensis     Myers, 1927        
Corydoras pulcher     Isbrücker & Nijssen, 1973    
Corydoras punctatus     (Bloch, 1794)   
Corydoras pygmaeus     Knaack, 1966    
Corydoras rabauti     La Monte, 1941    
Corydoras reticulatus     Fraser-Brunner, 1938    
Corydoras reynoldsi     Myers & Weitzman, 1960        
Corydoras robinae     Burgess, 1983    
Corydoras robustus     Nijssen Isbrücker, 1980        
Corydoras sanchesi     Nijssen & Isbrücker, 1967        
Corydoras saraareensis     Dinkelmeyer, 1995        
Corydoras saramaccensis     Nijssen, 1970        
Corydoras schwartzi     Rössel, 1963    
Corydoras semiaquilus     Weitzman, 1964        
Corydoras septentrionalis     Gosline, 1940        
Corydoras serratus     Sands, 1995        
Corydoras seussi     Dinkelmeyer, 1996        
Corydoras similis     Hieronimus, 1991        
Corydoras simulatus     Weitzman  Nijssen, 1970        
Corydoras sipaliwini     Hoedeman, 1965        
Corydoras sodalis     Nijssen & Isbrücker, 1986    
Corydoras solox     Nijssen & Isbrücker, 1983        
Corydoras spectabilis     Knaack, 1999   
Corydoras spilurus     Norman, 1926    
Corydoras steindachneri     Isbrücker
& Nijssen, 1973    
Corydoras stenocephalus     Eigenmann & Allen, 1942    
Corydoras sterbai     Knaack, 1962   
Corydoras surinamensis     Nijssen, 1970        
Corydoras sychri     Weitzman, 1960    
Corydoras treitlii     Steindachner, 1906    
Corydoras trilineatus     Cope, 1872    
Corydoras tukano     Britto & Lima, 2003        
Corydoras undulatus     Regan, 1912        
Corydoras virginiae     Burgess, 1993        
Corydoras vittatus     Nijssen, 1971        
Corydoras weitzmani     Nijssen, 1971    
Corydoras xinguensis     Nijssen, 1972    
Corydoras zygatus     Eigenmann & Allen, 1942




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Scleromystax  Günther, 1864

Originalmente foi estabelecido um subgênero de Callichthys por Günther (1864), e Eigenmann & Eigenmann (1888) transformaram Scleromystax em gênero. Na revisão de Callichthydae, Gosline (1940) sinonimizou Scleromystax em Corydoras. Recentemente Britto (2003) revalidou o gênero Scleromystax e o relacionou com o gênero Aspidoras dentro da tribo Aspidoradini na subfamília Corydoradinae.


Scleromystax barbatus


O gênero Scleromystax é reorganizado por Britto através de cinco sinapomorfias. Facilmentes reconhecidos pelo dimorfismo sexual, os machos adultos apresentam as nadadeiras peitorais alongadas quando comparado com as fêmeas. Os machos sexualmente ativos de algumas espécies (S. barbatus,S. macropterus, C112, C113), apresentam o rosto acima dos barbilhões cobertos com uma estrutura com inúmeros odontodes. Esses odontodes podem desaparecer fora da estação de acasalamento.
A espécie tipo do gênero é Scleromystax barbatus (Quoy & Gaimard, 1824). Britto (2003) lista 4 espécies membros do gênero (S. barbatus, S. macropterus, S. prionotos e uma espécie não descrita no estado de São Paulo identificada como C-number C112). Em 2005, é descrita uma espécie do estado da Bahia, Scleromystax salmacis (Britto & Reis, 2005), anteriormente conhecida como C-numbers C113.


Scleromystax macropterus

As espécies desse gênero são restritas a região de Mata Atlântica, do leste ao sudeste da costa brasileira (estados da Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina), sendo consideradas endêmicas desse local.
Na atualidade, o desmatamento e a poluição desse biótopos, causam grande problemas a fauna endêmica dessas regiões. Um exemplo é Scleromystax macropterus que se encontra vulnerável a extinção.

Etimologia do gênero: Do grego Sclero que significa duro e do latin mystax que significa bigode.

Espécies:
Scleromystax barbatus      (Quoy & Gaimard, 1824)     
Scleromystax macropterus     (Regan, 1913)
Scleromystax prionotos     (Nijssen & Isbrücker, 1980)    
Scleromystax salmacis     Britto & Reis, 2005        


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C-Numbers

Criado pela revista Die Aquarien- und Terrarienzeitschrift – Datz, o C-numbers é um sistema de classificação usado por aquaristas e biólogos, para referir-se a espécies de Corydoradinae que não estão descritas taxonômicamente. Após serem classificados cientificamente, perdem o C-numbers e ganham o nome binomial.


 Corydoras hastatus

Embora útil para as espécies não classificadas, sua base é feita através de fotografias, gerando confusão na identificação de espécies muito parecidas, podendo acontecer de duas ou mais espécies serem classificadas no mesmo C-numbers, devido similaridade na morfologia externa e coloração, tratando-se portanto de uma referência passível de erros.





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Referências:
  • Britto, M. R. 1998. Two new species of the genus Aspi- doras from Central Brazil. Ichthyological Exploration of Freshwaters, 8:359-368. 
  • Britto, M. R. . Aspidoras depinnai (Siluriformes: Callichthyidae): a new species from Northeastern Brazil. Copeia, v. 2000, n. 4, p. 1048-1055, 2000.
  • Britto, M. R. and R.M.C. Castro. 2002. A new cory- doradine catfish (Siluriformes: Callichthyidae) from the upper Parana and Sao Francisco: the sister-group of Bro- chis and most of Corydoras species. Copeia. 1006- 1015
  • Britto, M. R. . Phylogeny of the subfamily Corydoradinae Hoedeman, 1952 (Siluriformes: Callichthyidae), with a definition of its genera.. Proceedings of the Academy of Natural Sciences of Philadelphia, Philadelphia, v. 153, n. 1, p. 119-154, 2003.
  • Britto, M. R.  and F. C. T. Lima  2003 Corydoras tukano, a new species of corydoradine catfish from the rio Tiquié, upper rio Negro basin, Brazil (Ostariophysi: Siluriformes: Callichthyidae). Neotropical Ichthyology v. 1 (no. 2): 83-91.
  • Fuller, I.A.M. and Evers H.G., 2005. Identifying Corydoradinae Catfish. Verlag A.C.S. GmbH. Hardcover, 384 pages.
  • Nijssen, H. and I. J. H. Isbrucker. 1976. The South Amer- ican plated catfish genus Aspidoras R. von Ihering, 1907, with descriptions of nine new species from Brazil (Pisces, Siluriformes, Callichthyidae). Bijdragen tot de Dierkunde. 46:107-131.
  • Nijssen, H. and I. J. H. Isbriicker. 1980. A review of the genus Corydoras Lacepede, 1803 (Pisces, Siluriformes, Callichthyidae). Bijdrague Dierkunde, 50:190-220.
  • Reis, R. E. 1998a. Anatomy and phylogenetic analysis of the neotropical callichthyid catfishes (Ostariophysi, Si- luriformes). Zoological Journal of the Linnaean Society, 124:105-168.
  • C-numbers 
  • Fishbase 

Fotos: 
Cschoy
Frank Faloone
Rafael Akama
Ricardo Britzke
Sal.Paradise

Adaptado por Ricardo Britzke © Copyright 2009 ©

Wednesday, October 8, 2008

Aniversário 2 anos + Nova espécie de Hemigrammus

Mais uma ano se passou, e o NATURE PLANET entra em seu 2º aniversário.
Tentando seguir seu propósito, de apresentar assuntos a nível cienífico, além de questões que envolvam o meio ambiente e aquarismo, de uma forma prática e dinâmica aos leitores, o NATURE PLANET vem conquistando seu lugar, contando com um público de mais de 19.000 leitores, envolvendo até o momento 94 países.
Agradeço a todos os amigos da blogosfera que fiz até o momento e a todos os leitores pelos comentários e sugestões!!

Hoje o NATURE PLANET é o que é graças a todos vocês leitores, por isso sou muito grato a todos!!!


Papers: Aquapress

Para festejar esse segundo ano, apresentamos a descrição de uma nova espécie do gênero Hemigrammus (Gill, 1958).

Uma nova espécie de Hemigrammus do alto rio Tapajós.
Uma nova espécie do gênero Hemigrammus é descrita do rio Juruena, bacia do rio Tapajós no estado do Mato Grosso. Descrita pelos ictiólogos Heraldo Britski e Flávio Lima, esta foi nomeada de Hemigrammus silimoni, sendo endêmica da bacia do alto Tapajós.
A nova espécie é distinta de seus congêneres por apresentar uma mancha elipsóide similar a um ocelo no lobo superior da nadadeira caudal, uma característica autapomórfica que a distingue de todas as demais espécies do gênero e mesmo de outras espécies de Characidae.
Hemigrammus silimoni apresenta cinco dentes na fileira interna do prémaxilar, uma linha lateral incompleta e a nadadeira caudal com escamas em sua base, uma combinação diagnostica de Hemigrammus (Eigenmann, 1918; Géry, 1977).


Géry (1977), subdividiu a espécie Hemigrammus em cinco grupos. Dentro desta estrutura, Hemigrammus silimoni entraria no grupo "a" das ''espécie sem marcas negras no pedúnculo umeral" (sem manchas no pedúnculo, faltando o pedúnculo umeral e/ou na nadadeira dorsal). Considerando aqueles grupos, o gênero Hemigrammus, com certeza não representa entidades monofiléticas. A nadadeira caudal assimétrica e colorida, com pigmentação negra é restringido ao lóbulo da nadadeira dorsal ou ventral, característica relativamente rara dentro de Characidae. A pigmentação negra é restringida em alguns casos ao lóbulo ventral da nadadeira caudal (Hemigrammus hyanuary, Thayeria spp.) ou mais frequentemente ao lóbulo dorsal (Brycon melanopterus, Triportheus pictus, a maioria de espécie de Bryconops, Astyanax metae, e as espécies do complexo Moenkhausia lepidura).

Na localidade tipo da espécie, o rio Juruena possui aproximadamente 2 metros de profundidade, com águas rápidas e cristalinas, possuindo fundo composto por rochas e areia. A vegetação de borda era composta principalmente por gramíneas, intercaladas por mata de galeria.
Nos espécimes coletados foram encontrados em seus intestinos matéria de origem vegetal e principalmente algas.
Silimoni se refere a Keve Z. Silimon, em reconhecimento aos seus esforços longos e contínuos em documentar a ictiofauna do Mato Grosso.

Para mais informação: Britski, HA;Lima, FCT. A new species of Hemigrammus from the upper Rio Tapajós basin in Brazil (Teleostei: Characiformes: Characidae). Copeia, 2008, pp. 565–569, 2008.

Adaptado e traduzido por Ricardo Britzke
©
Copyright 2008 ©

Monday, October 8, 2007

1º Aniversário - Gênero Apistogramma

A exatamente 1 ano atrás, através do post "Identificação de algumas espécies de Limpa-Vidro" nascia formamalmente o blogger Nature Planet.
Criado para tentar fazer algo diferente da maioria dos blogs existentes, divulgando assuntos de nível científico e popular, e envolvendo questões sobre o meio ambiente e aquarismo; obteve inspiração de ótimos blogs sobre o tema, como o NaturAcqua da Mágali e o Xylema do Alex, o qual hoje possue uma página com domínio próprio.
Através da blogosfera, conheci muitos outros blogs e fiz amigos também, os quais não posso deixar de citar, a grande amiga Renatinha, sempre pronta para ajudar no que der e vier; e o amigo Oscar, uma pessoa extraordinária e carismática que conheci através da Renatinha.

Hoje o NATURE PLANET é o que é graças a todos vocês leitores, por isso sou muito grato a todos!!!

Deixo aqui o meu muito obrigado e vamos a festa...


Semana Apistogramma no Nature Planet


Apistogramma Regan, 1913


Orden: Perciformes.
Familia: Cichlidae.
Subfamilia: Geophaginae.
Tribu: Geophagini.


Em 1852 um cientista natural britânico, Henry Walter, descobriu o primeiro espécime de um ciclídeo anão da América do sul, no Rio Cupai, Brasil. O espécime foi enviado ao museu de História natural em Londres para descrição científica. O espécime foi descrito mais tarde pelo diretor do departamento de zoologia, Albert Gunther, como Mesops Taeniatus em 1862, dez anos após sua coleta. Mais tarde, esta espécie seria classificado como o primeiro membro do gênero atual Apistogramma.
O nome Apistogramma foi proposto em 1913 por Charles Tate Regan, um ictiólogo britânico que trabalhava para o museu britânico em Londres. O espécime original de Gunthers, Mesops Taeniatus foi adotado por Regan para a descrição deste gênero de ciclídeo anão, e a partir deste dia seu nome ofical passou-se a ser Apistogramma. Seu nome possue siginificado grego, onde Apisto siginifica incerto, inconstante, instável; e gramma siginifica linha feminina, pois o nome Apistogramma é de origem feminina.
O gênero inclui atualmente 62 espécies válidas. Todos são de tamanho pequeno quando adultos, sendo geralmente chamados de ciclídeos anões ou dwarf cichlids' (em inglês).
Apistogramma
é um gênero da sub-família Geophaginae.
Apistogramma cacatuoides


Distribuição
Apistogramma é endêmico do continente sul-americano, possuindo ampla área de distribuição, habitando as bacias hidrográficas de paises como Guianas, Colômbia, Venezuela, Peru, Brasil, Paraguai e Argentina.
Apistogramma borellii
Habitats e biótopo
Os habitat do gênero Apistogramma, são em sua maioria cobertos por florestas tropicais (Bacia Amazônica). Nesse ambiente, habitam geralmente cursos d’água, Igarapés e lagoas rasas formadas nas inundações dos rios. O biótipo destes cursos d’água possuem profundidade de cerca de 50 centímetros ou menos; são pobres na vegetação submersa, mas fornecem abrigo em meio a raízes, galhos e rochas que cobrem o fundo do local. Entretanto, o gênero habita também regiões de cerrado(savanas) e gramíneas (Bacias dos Rios Paraná e Paraguai). Nesse ambiente, os mesmos aparecem em rios rasos, lagos e lagoas, as quais possuem densos tapetes de vegetação flutuante e submersa com muitas raízes e rochas.
Apistogramma trifasciata

As águas da América do Sul

As águas da América do Sul são resultados de fatores geológicos, ambientais e climáticos.
A região da bacia Amazônica é alimentada em sua maior parte pelos rios Apurunac, Ucayali, Solimões, Urubamba e Maranon, apresentando em suas águas uma cor de café com creme (whitewater). Esta cor se deve ao carregamento de partículas da cordilheira dos Andes, devido a erosão natural de suas montanhas provocadas pelo degelo natural.
Os rios de água escura (blackwater) ficam em sua maioria na região norte da bacia, tal como o o rio Negro e o Rio Curura, que possue suas águas transparentes com cor de chá, devido ao tanino liberado da enorme quantidade de matéria orgânica em decomposição, depositadas nos rios e nas planícies de inundação durante a estação chuvosa.
O terceiro tipo de água, flui geralmente do sul da bacia, tais como o Rio Tapajos e Xingu. Estes rios carregam uma água limpida , que possuem uma cor verde-amarelada (bluewater), e fluem sobre camadas rochosas que são pobres em nutrientes e em sedimentos.
Um fator em comum dessa bacia, é o valor de pH que permanece ácido, devido ao fato de suas águas serem pobres em minerais dissolvidos, sendo extremamente macias e com baixa dureza em carbonatos.
Já nas bacias do rio Paraná e Paraguai, os mesmo possuem um valor de pH ligeiramente alcalino, devido suas águas serem ricas em minerais dissolvidos.
Apistogramma gibbiceps
Dimorfismo Sexual

O gênero Apistogramma normalmente é dimorfico e dicromático, sendo facilmente identificado machos de fêmeas. Isto pode ser conseguido a partir dos 3 meses da idade.
Os machos são geralmente mais colorido e maiores que
as fêmeas, possuindo geralmente nadadeiras dorsais e anais, juntamente com a cauda mais desenvolvidas. Os traços das fêmeas incluem a típica coloração amarelo dourado, que se tornam intensas na época de reprodução.
Apistogramma pulchra
Comportamento

As espécies de Apistogramma são geralmente polígamos, um macho se reproduz com diversas fêmeas na natureza. Cada fêmea possue um território pequeno, centrado geralmente em torno de uma caverna, onde a mesma se cuida da prole. A responsabilidade do machos é defender todo seu harém, seja de predadores ou competidores.
Há algumas espécies que são monogâmicas e estabelecem uma ligação de casal. Ambos os sexos compartilham igualmente todas as tarefas, assim como o macho também participa no cuidado direto das prole.
Apesar do número de espécie e de sua ampla distribuição, geralmente são uniformes em seus hábitos reprodutivos. Colocam seus ovos em cavernas, possuem comportamento territorial intenso, otrnando-se muito agressivos neste período. A fêmea deposita cerca de
50 a 200 ovos, variando de espécie para espécie, que são fertilizados pelo macho.
A fêmea permanece na caverna, sem se alimentar, até que os ovos eclodam, algo em torno de 36 a 60 horas após a fertilização. Após a eclosão, os alevinos se encontram em estágio larval, e apresentaram natação livre dentro de 8 a 10 dias. A partir disso, os mesmos começam a alimentar-se ativamente de infusorios, detritos, etc.
Os jovens crescem moderadamente rápidos, e dependendo da espécie, alcançam a maturidade sexual em aproximadamente 4 a 7 meses de idade.
Apistogramma agassizii

Espécies incluídas

  • Apistogramma acrensis Staeck, 2003
  • Apistogramma agassizii Steindachner, 1875
  • Apistogramma alacrina Kullander, 2004
  • Apistogramma arua Römer & Warzel, 1998
  • Apistogramma atahualpa Römer, 1997
  • Apistogramma baenschi Römer et. al., 2004
  • Apistogramma bitaeniata Pellegrin, 1936
  • Apistogramma sweglesi Meinken, 1961
  • Apistogramma klausewitzi Meinken, 1962
  • Apistogramma kleei Meinken, 1964
  • Apistogramma borellii Regan, 1906
  • Apistogramma rondoni Miranda Ribeiro, 1918
  • Apistogramma reitzigi Mitsch, 1938
  • Heterogramma ritense Haseman, 1911
  • Apistogramma aequipinnis Ahl, 1938
  • Apistogramma brevis Kullander, 1980
  • Apistogramma cacatuoides Hoedeman, 1951
  • Apistogramma caetei Kullander, 1980
  • Apistogramma commbrae Regan, 1906
  • Apistogramma cruzi Kullander, 1986
  • Apistogramma diplotaenia Kullander, 1987
  • Apistogramma elizabethae Kullander, 1980
  • Apistogramma eremnopyge Ready & Kullander, 2004
  • Apistogramma eunotus Kullander, 1981
  • Apistogramma geisleri Meinken, 1971
  • Apistogramma gephyra Kullander, 1980
  • Apistogramma gibbiceps Meinken, 1969
  • Apistogramma gossei Kullander, 1982
  • Apistogramma guttata Antonio, Kullander & Lasso, 1990
  • Apistogramma hippolytae Kullander, 1982
  • Apistogramma hoignei Meinken, 1965
  • Apistogramma hongsloi Kullander, 1979
  • Apistogramma inconspicua Kullander, 1983
  • Apistogramma iniridae Kullander, 1979
  • Apistogramma inornata Staeck, 2003
  • Apistogramma juruensis Kullander, 1986
  • Apistogramma linkei Koslowski, 1985
  • Apistogramma luelingi Kullander, 1976
  • Apistogramma macmasteri Kullander, 1979
  • Apistogramma martini Römer et al., 2003
  • Apistogramma meinkeni Kullander, 1980
  • Apistogramma mendezi Römer, 1994
  • Apistogramma moae Kullander, 1980
  • Apistogramma nijsseni Kullander, 1979
  • Apistogramma norberti Staeck, 1991
  • Apistogramma ortmanni Eigenmann, 1912
  • Apistogramma panduro Römer, 1997
  • Apistogramma paucisquamis Kullander & Staeck, 1988
  • Apistogramma payaminonis Kullander, 1986
  • Apistogramma personata Kullander, 1980
  • Apistogramma pertensis (Haseman, 1911)
  • Apistogramma piauiensis Kullander, 1980
  • Apistogramma pleurotaenia (Regan, 1909)
  • Apistogramma pulchra Kullander, 1980
  • Apistogramma regani Kullander, 1980
  • Apistogramma resticulosa Kullander, 1980
  • Apistogramma roraimae Kullander, 1980
  • Apistogramma rubrolineata Hein, Zarske & Zapata, 2002
  • Apistogramma rupununi Fowler, 1914
  • Apistogramma similis Staeck, 2003
  • Apistogramma staecki Koslowski, 1985
  • Apistogramma steindachneri Regan, 1908
  • Apistogramma ornatipinnis Ahl, 1936
  • Apistogramma wickleri Meinken, 1960
  • Apistogramma taeniata Günther, 1862
  • Apistogramma trifasciata Eigenmann & Kennedy, 1903
  • Apistogramma trifasciatum haraldschultzi Meinken, 1960
  • Heterogramma trifasciatum maciliense Haseman, 1911
  • Apistogramma tucurui Staeck, 2003
  • Apistogramma uaupesi Kullander, 1980
  • Apistogramma urteagai Kullander, 1986
  • Apistogramma velifera Staeck, 2003
  • Apistogramma viejita Kullander, 1979
Referências
Fish Base
Dwarf Cichlids



Adaptado e traduzido por Ricardo Britzke
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