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Sunday, July 3, 2011

Novas espécies de Baryancistrus

Duas espécies novas de hipostomíneos do gênero Baryancistrus são descritas da bacia do rio Xingu. Baryancistrus xanthellus se diferencia de todas as outras espécies de Baryancistrus pela presença de pontos amarelos em todo o corpo e presença de manchas conspícuas amarelas nas pontas das nadadeiras dorsal e caudal. Baryancistrus chrysolomus se distingue de seus congêneres pela sua coloração escura uniforme e presença de uma faixa amarela nas nadadeiras dorsal e caudal. Apesar de não estarem formalmente descritos, esses peixes são muito populares no comércio aquariofilista internacional. Esperamos que essas descrições formais contribuam para melhorar a regulamentação brasileira no comércio internacional de loricariídeos ornamentais.

Baryancistrus xantellus

 
Coloração em vida. Corpo castanho escuro no dorso e laterais mais pálidos, sobre o abdômen. Numerosos e brilhantes pontos amarelos de mesmo tamanho sobre a cabeça, corpo, nadadeira dorsal, peitoral, pélvica, adiposa e caudal. Pontos amarelos quase do tamanho da pupila em juvenis, tornando-se proporcionalmente menores, mais numerosas e um pouco mais pálida em adultos. 
Espécimes jovens apresentam faixa amarela larga no terço distal da nadadeira caudal e nadadeira dorsal. Nos adultos, as manchas das nadadeiras dorsal e caudal tornam-se reduzidas.

Etimologia. Do grego Xanthellus = amarelo, devido a brilhante coloração amarela dos espécimes.

Nome popular. Conhecida no comércio aquaristico como "Amarelinho", Cascudo pepita de ouro", L018 e L085, Golden Nugget Pleco ou Iriri Golden Nugget Pleco - L177.

Notas ecológicas. Baryancistrus xanthellus é um das espécies mais observados nas corredeiras do rio Xingu, na área conhecida como "Volta Grande do Xingu" perto da cidade de Altamira, Estado do Pará. Espécimes jovens de B. xanthellus ocorrem em grupos de vários indivíduos em rochas no fundo do trechos rápidos. loricariid Outras espécies de loricariideos encontradas são Ancistrus spp., Oligancistrus punctatissimus, e uma espécie não descrita de Oligancistrus, indivíduos jovens de Baryancistrus aff. niveatus, Parancistrus nudiventris e Pseudancistrus sp. 
Espécimes adultos ocupam espaços maiores entre e sob pedregulhos submersos, bem como os espécimes maiores de Baryancistrus aff. niveatus, Scobinancistrus aureatus, Scobinancistrus cf. pariolispos e Hypostomus spp. A dieta de três espécimes examinados de B. xanthellus foi composta principalmente de algas diatomáceas e filamentos soltos de Spirogyra, que são comumente encontrados associados com sedimentos finos de areia e nos intestinos longos de loricariídeos (comprimento intestinal até 16 vezes o comprimento do corpo). Briozoários ocasionais e larvas de Chironomidae também foram encontrados. Observações subaquáticas  indicam que o alimento é raspado da superfície submersa rochas suavemente pelos dentes numerosos e bem espaçados.


Baryancistrus chrysolomus


Coloração em vida. Corpo marrom escuro ao verde-oliva no dorso e nas laterais mais pálidas, sobre o abdômen. Manchas muito pálidas sobre o corpo, dificilmente visível nas nadadeiras. Jovens com umaa faixa laranja na região distal das nadadeiras dorsal e caudal, tornando-se estreitas nos adultos.

Etimologia. Do grego Chryso, que significa laranja ou amarela, devido a faixa colorida na borda das nadeiras caudal e dorsal.

Nome Popular. Esta espécie é comumente conhecida no mercado aquaristico como "aba laranja", "Cascudo Magnum", "Mango Pleco" ou L047. 

Notas ecológicas. Baryancistrus chrysolomus parece ser muito mais raro do que B. xanthellus nos trechos rápidos de "Volta Grande "no rio Xingu. Nas áreas de corredeiras marginais, perto das margens do rio, são encontrados um ou dois indivíduos. Os indivíduos foram encontrados em rochas em locais com lenta a moderada água corrente, normalmente com acúmulo de sedimentos sobre as rochas e fundo do rio.
Outras espécies de loricariideos encontrados no mesmo habitat foram Peckoltia vittata e indivíduos jovens de Hypostomus spp. Adultos de B. chrysolomus foram coletados sob grandes rochas planas no fundo do rio, em locais com considerável quantidades de sedimentos finos. A dieta de B. chrysolomus (apenas dois espécimes analisados) é muito semelhante à descrita para B. xanthellus e foi composta por algas soltas (principalmente diatomáceas) e larvas de invertebrados ocasionais associados sedimentos finos e grãos de areia.
Mapa da área do baixo rio Xingu, mostrando os locais de coleta de Baryancistrus xanthellus (triangulos) and Baryancistrus chrysolomus (quadrados).


Para saber mais. Lúcia Rapp Py-Daniel, Jansen Zuanon and Renildo Ribeiro de Oliveira. Two new ornamental loricariid catfishes of Baryancistrus from rio Xingu drainage (Siluriformes: Hypostominae) Neotropical Ichthyology, 9(2):241-252, 2011.

Saturday, January 8, 2011

Competição, Mimetismo e Filogenia em Corydoras

Uma pesquisa publicada na revista Nature sobre o gênero sul americano Corydoras, muito populares no aquarismo, revela que as comunidades desses peixes, embora contenham animais quase idênticos em cor e padrão de listras, pode na verdade agrupar três ou mais diferentes espécies.

Corydoras sp. C68 e C. maculifer
O estudo realizado evidencia que existem na natureza um grande número de espécies miméticas, que evoluiram  para terem os mesmos padrões de coloração para benefício mútuo, pois dentro dessas espécies, uma pode possuir um veneno mais tóxico o qual não a torna palatável aos predadores, fato que não ocorre com as outras com mesma coloração, motivo do benefício. 

Corydoras tukano, Corydoras sp. CW11, Corydoras sp. C159
A pesquisa também estabeleceu cada comunidade individual de peixes similares reune espécies que fazem parte de linhagem genéticas diferentes, mas que ainda assim adotavam padrões similares de cores.

Relações Filogenéticas do Mimetismo em Corydoras

Esse estudo demonstra que o número de espécies de Corydoras pode ser ainda maior o conhecido nos dias de hoje, pois além de relevar a biodiversidade desconhecida, reforça a urgente  necessidade de evitarmos a perda de muitas espécies que ainda não foram descobertas ou descritas, protegendo assim os habitats dessas espécies e de outras.
O estudo foi realizado pelos pesquisadores da Universidade de Bangor na Inglaterra e da Universidade Estadual Paulista campus Botucatu.
 
Distribuição geográfica das comunidades miméticas em Corydoras
 
Opinião dos autores:
Markos Alexandrou, estudante PhD da Universidade Bangor: "Embora elas parecessem idênticas em termos de padrões de listras e cores, nossas pesquisas sobre seu relacionamento genético, dieta, formato corporal e padrões de cores no corpo revelaram que 92% das comunidades reúnem espécies que não competem por recursos"
 
Martin Taylor, líder do projeto na Escola de Ciências Biológicas da Universidade:" essa pesquisa destaca a diversidade escondida e a complexidade encontrada nas águas tropicais."

Claudio Oliveira da Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquita Filho (Unesp Botucatu), que apoiou o projeto, afirmou que: "além de relevar biodiversidade desconhecida e sistemas evolucionários interessantes, esse estudo reforça a necessidade urgente de evitarmos a perda de muitas espécies que ainda não foram descobertas ou descritas."

Para saber mais:
Markos A. Alexandrou, Claudio Oliveira, Marjorie Maillard, Rona A. R. McGill, Jason Newton, Simon Creer, Martin I. Taylor. 2011. Competition and phylogeny determine community structure in Müllerian co-mimics. Nature 469, 84-88.

 Adaptado e traduzido por Ricardo Britzke © Copyright 2011 ©

Wednesday, October 7, 2009

Aniversário 3 anos + A subfamília Corydoradinae

Mais uma ano se passou, e o NATURE PLANET completa 3 anos no ar.
Seguindo seu propósito, vem conquistando cada vez mais leitores, contando com um público de mais de 47.000 leitores, envolvendo até o momento 111 países.
Deixo aqui o meu muito obrigado a todos leitores e amigos, por fazerem parte disso tudo, pois hoje o NATURE PLANET é o que é graças a todos vocês!!!



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 Para festejar esse terceiro ano, apresentamos a história da subfamília Corydoradinae  Hoedeman, 1952 (Teleostei, Ostariophysi, Callichthyidae)
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A subfamília Corydoradinae inclui aproximadamente 90% das espécies da família Callichthyidae, sendo uma das mais diversas da ordem Siluriformes, com mais de 170 espécies válidas. As espécies da subfamília Corydoradinae são de pequeno tamanho (no máximo cerca de 90 milímetros de comprimento padrão), sendo distinguidos facilmente de outros callichthideos pela forma de seus corpos e os barbilhões curtos no maxilar. Corydoradinae é atualmente composta pelos gêneros Corydoras La cépède, Scleromystax Günther, e Aspidoras Ihering. 

Corydoras arcuatus

A subfamília apresenta distribuição predominante em toda região cis-Andina, com somente uma espécie trans-Andina, Corydoras melanotaenia Regan, da bacia de Rio Magdalena. Os representantes de Corydoradinae são encontrados em diversos ambientes de água doce, desde córregos rápidos com parte inferior arenosa ou rochosa às associações de planícies com lama.

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Aspidoras Ihering, 1907

Este é um gênero de pequenos peixes gatos, com cerca de 20 espécies descritas e algumas ainda não descritas alocacadas dentro do C-numbers.
O gênero foi estabelecido por R. Von Ihering em 1907 com a espécie Aspidoras rochai. A segunda espécie, Aspidoras lakoi foi descrita por P. Miranda de Ribeiro em 1949. Na revisão de 1976, Nijessen & Isbrücker descreveram nove novas espécies e transferiram duas espécies de Corydoras para o gênero Aspidoras.


Aspidoras pauciradiatus
 
Aspidoras virgulatus é descrita em 1980 por Nijessen & Isbrücker e recentemente Britto (1998, 2000), Lima & Britto (2001) e Britto (2002) descrevem novas espécies para o gênero. Britto (2003) demonstra que o gênero Aspidoras é estreitamente relacionado com o gênero Scleromystax e ambos gêneros formam a tribo Aspidoradini dentro da subfamília Corydoradinae, família Callichthydae.
A principal diferença do gênero quando comparada com os outros gêneros da subfamília Corydoradinae é a presença da fontanela supraocipital, uma autapomorfia do gênero (Nijessen & Isbrücker, 1976; Reis, 1998; Britto, 2003). Todas as espécies são pequenas, raramente ultrapassando os 50 mm de comprimento padrão.
A maioria das espécies são diurnas e sempre ativas procurando alimentos a todo momento. Particularmente, as espécies dos rios do Brasil central e da bacia costeira da região nordeste brasileira apresentam coloração similar, o que torna difícil determinar o peixe em particular sem conhecer a origem dele. As espécies de Aspidoras são endêmicas de áreas não habitadas e restritas na maioria dos rios (Britto, 2000).



Aspidoras albator



Etimologia do gênero: Aspido = protetor; doras = corpo

Espécies:
Aspidoras albater     Nijssen & Isbrücker, 1976     
Aspidoras belenos     Britto, 1998        
Aspidoras brunneus     Nijssen & Isbrücker, 1976        
Aspidoras carvalhoi     Nijssen & Isbrücker, 1976        
Aspidoras depinnai     Britto, 2000        
Aspidoras eurycephalus     Nijssen & Isbrücker, 1976    
Aspidoras fuscoguttatus     Nijssen & Isbrücker, 1976    
Aspidoras lakoi     Miranda Ribeiro, 1949        
Aspidoras maculosus     Nijssen & Isbrücker, 1976
Aspidoras menezesi     Nijssen & Isbrücker, 1976    
Aspidoras microgalaeus     Britto, 1998    
Aspidoras pauciradiatus     (Weitzman & Nijssen, 1970)        
Aspidoras poecilus     Nijssen & Isbrücker, 1976        
Aspidoras psammatides     Britto, Lima & Santos, 2005    
Aspidoras raimundi     (Steindachner, 1907)        
Aspidoras rochai     Ihering, 1907    
Aspidoras spilotus     Nijssen & Isbrücker, 1976    
Aspidoras taurus     Lima & Britto, 2001    
Aspidoras velites     Britto, Lima & Moreira, 2002        
Aspidoras virgulatus     Nijssen & Isbrücker, 1980

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Corydoras La Cépède, 1803

Um dos maiores gêneros da subfamília Corydoradinae. Foi estabelecido por La Cépède em 1803, baseado na descrição da espécie tipo Corydoras geoffroy, descrita de uma maneira muito confusa e inexata. O holótipo de C. geoffroy foi considerado perdido por Nijessen & Isbrücker (1980). Valenciennes (1840) foi o último autor que viu o holótipo e descreveu conspecificamente com Corydoras puctatus (Bloch, 1794). Somente recentemente Isbrücker consertou o problema declarando que Corydoras octocirrus (Ninjssen, 1970) poderia ser identificada como Corydoras geoffroy, designando um neótipo de C. geoffroy. Isto é importante, porque C. geffroy é a espécie tipo do gênero Corydoras.


Corydoras cf. elegans


Muitos estudos no gênero Corydoras tentaram organizar o polimorfismo encontrado nos membros do gênero. Existiram diversas descrições de novos gêneros, que foram mais tarde declarados sinônimos de Corydoras.
Gosline (1940) foi o primeiro aquarista a sugerir que diferentes espécies formavam grupos, que foi finalmente aceito por Ninjssen e Isbrücker (1980). Os grupos são: punctatus, barbatus, aeneus, elegans e acutus.


 
Corydoras aeneus


Com exceção do homogênio grupo acutus, todos os outros grupos provavelmente não são monofiléticos e compartilham poucas sinapomorfias. Os últimos trabalhos científicos (Reis, 1998; Britto, 2003) também comprovam que o gênero Corydoras é um agrupamento parafilético.

Corydoras geoffroy


Corydoras geoffroy, a espécie tipo do gênero, é um peixe que possui a forma da cabeça pontiaguda, um relativo espaço interorbital e uma placa óssea triangular na região frontal da cabeça. Essa forma é chamada de grupo acutus, encontrado nas diversas espécies de Corydoras stricto-sensu, podendo ser organizadas e distinguidas de todas as outras Corydoras.

Corydoras sterbay



Etimologia do gênero: Cory = capacete, doras = corpo

Especies:
Corydoras acrensis      Nijssen, 1972     
Corydoras acutus     Cope, 1872    
Corydoras adolfoi     Burgess, 1982    
Corydoras aeheus     (Gill, 1858)    
Corydoras agassizi     Steindachner, 1876        
Corydoras albolineatus     Knaack, 2004    
Corydoras amandajanea     Sands, 1995        
Corydoras amapaensis     Nijssen, 1972    
Corydoras ambiacus     Cope, 1872    
Corydoras amphibelus     Cope, 1872        
Corydoras approuaguensis     Nijssen & Isbrücker, 1983    
Corydoras araguaiaensis     Sands, 1990        
Corydoras arcuatus     Elwin, 1938    
Corydoras areio     Knaack, 2000        
Corydoras armatus     (Günther, 1868)        
Corydoras atropersonatus     Weitzman & Nijssen, 1970    
Corydoras aurofrenatus     Eigenmann & Kennedy, 1903    
Corydoras axelrodi     Rössel, 1962    
Corydoras baderi     Geisler, 1969        
Corydoras bicolor     Nijssen & Isbrücker, 1967        
Corydoras bifasciatus     Nijssen, 1972    
Corydoras bilineatus     Knaack, 2002        
Corydoras blochi     Nijssen, 1971    
Corydoras boehlkei     Nijssen & Isbrücker, 1982    
Corydoras boesemani     Nijssen & Isbrücker, 1967        
Corydoras bondi     Gosline, 1940
Corydoras breei     Isbrücker & Nijssen, 1992        
Corydoras brevirostris     Fraser-Brunner, 1947   
Corydoras burgessi     Axelrod, 1987    
Corydoras carlae     Nijssen & Isbrücker, 1983    
Corydoras caudimaculatus     Rössel, 1961    
Corydoras cervinus     Rössel, 1962        
Corydoras cochui     Myers & Weitzman, 1954    
Corydoras concolor     Weitzman, 1961        
Corydoras condiscipulus     Nijssen & Isbrücker, 1980    
Corydoras copei     Nijssen & Isbrücker, 1986        
Corydoras coppenamensis     Nijssen, 1970        
Corydoras coriatae     Burgess, 1997        
Corydoras crimmeni     Grant, 1997        
Corydoras cruziensis     Knaack, 2002        
Corydoras crypticus     Sands, 1995        
Corydoras davidsandsi     Black, 1987        
Corydoras delphax     Nijssen & Isbrücker, 1983    
Corydoras difluviatilis     Britto & Castro, 2002        
Corydoras diphyes     Axenrot & Kullander, 2003        
Corydoras duplicareus     Sands, 1995        
Corydoras ehrhardti     Steindachner, 1910        
Corydoras elegans     Steindachner, 1876    
Corydoras ellisae     Gosline, 1940        
Corydoras ephippifer     Nijssen, 1972    
Corydoras eques     Steindachner, 1876        
Corydoras esperanzae     Castro, 1987        
Corydoras evelynae     Rössel, 1963        
Corydoras filamentosus     Nijssen & Isbrücker, 1983    
Corydoras flaveolus     Ihering, 1911        
Corydoras fowleri     Böhlke, 1950        
Corydoras garbei     Ihering, 1911        
Corydoras geoffroy     Lacepède, 1803        
Corydoras geryi     Nijssen  Isbrücker, 1983        
Corydoras gomezi     Castro, 1986        
Corydoras gossei     Nijssen, 1972    
Corydoras gracilis     Nijssen & Isbrücker, 1976        
Corydoras griseus     Holly, 1940    
Corydoras guapore     Knaack, 1961    
Corydoras guianensis     Nijssen, 1970        
Corydoras habrosus     Weitzman, 1960    
Corydoras haraldschultzi     Knaack, 1962    
Corydoras hastatus     Eigenmann & Eigenmann, 1888    
Corydoras heteromorphus     Nijssen, 1970        
Corydoras imitator     Nijssen & Isbrücker, 1983        
Corydoras incolicana     Burgess, 1993    
Corydoras isbrueckeri     Knaack, 2004        
Corydoras julii     Steindachner, 1906    
Corydoras kanei     Grant, 1998        
Corydoras lacerdai     Hieronimus, 1995        
Corydoras lamberti     Nijssen & Isbrücker, 1986        
Corydoras latus     Pearson, 1924        
Corydoras leopardus     Myers, 1933    
Corydoras leucomelas     Eigenmann & Allen, 1942    
Corydoras longipinnis     Knaack, 2007        
Corydoras loretoensis     Nijssen & Isbrücker, 1986        
Corydoras loxozonus     Nijssen & Isbrücker, 1983        
Corydoras maculifer     Nijssen & Isbrücker, 1971
Corydoras mamore     Knaak, 2002   
Corydoras melanistius     Regan, 1912    
Corydoras melanotaenia     Regan, 1912    
Corydoras melini     Lönnberg & Rendahl, 1930    
Corydoras metae     Eigenmann, 1914    
Corydoras micracanthus     Regan, 1912    
Corydoras multimaculatus     Steindachner, 1907    
Corydoras nanus     Nijssen & Isbrücker, 1967        
Corydoras napoensis     Nijssen & Isbrücker, 1986        
Corydoras narcissus     Nijssen & Isbrücker, 1980        
Corydoras nattereri     Steindachner, 1876    
Corydoras negro     Knaack, 2004        
Corydoras nijsseni     Sands, 1989        
Corydoras noelkempffi     Knaack, 2004        
Corydoras oiapoquensis     Nijssen, 1972        
Corydoras ornatus     Nijssen & Isbrücker, 1976        
Corydoras orphnopterus     Weitzman & Nijssen, 1970    
Corydoras ortegai     Britto, Lima & Hidalgo, 2007        
Corydoras osteocarus     Böhlke, 1951        
Corydoras ourastigma     Nijssen, 1972        
Corydoras oxyrhynchus     Nijssen & Isbrücker, 1967    
Corydoras paleatus     (Jenyns, 1842)    
Corydoras panda     Nijssen & Isbrücker, 1971    
Corydoras pantanalensis     Knaack, 2001        
Corydoras paragua     Knaack, 2004        
Corydoras parallelus     Burgess, 1993        
Corydoras pastazensis     Weitzman, 1963    
Corydoras paucerna     Knaack, 2004        
Corydoras pinheiroi     Dinkelmeyer, 1995        
Corydoras polystictus     Regan, 1912        
Corydoras potaroensis     Myers, 1927        
Corydoras pulcher     Isbrücker & Nijssen, 1973    
Corydoras punctatus     (Bloch, 1794)   
Corydoras pygmaeus     Knaack, 1966    
Corydoras rabauti     La Monte, 1941    
Corydoras reticulatus     Fraser-Brunner, 1938    
Corydoras reynoldsi     Myers & Weitzman, 1960        
Corydoras robinae     Burgess, 1983    
Corydoras robustus     Nijssen Isbrücker, 1980        
Corydoras sanchesi     Nijssen & Isbrücker, 1967        
Corydoras saraareensis     Dinkelmeyer, 1995        
Corydoras saramaccensis     Nijssen, 1970        
Corydoras schwartzi     Rössel, 1963    
Corydoras semiaquilus     Weitzman, 1964        
Corydoras septentrionalis     Gosline, 1940        
Corydoras serratus     Sands, 1995        
Corydoras seussi     Dinkelmeyer, 1996        
Corydoras similis     Hieronimus, 1991        
Corydoras simulatus     Weitzman  Nijssen, 1970        
Corydoras sipaliwini     Hoedeman, 1965        
Corydoras sodalis     Nijssen & Isbrücker, 1986    
Corydoras solox     Nijssen & Isbrücker, 1983        
Corydoras spectabilis     Knaack, 1999   
Corydoras spilurus     Norman, 1926    
Corydoras steindachneri     Isbrücker
& Nijssen, 1973    
Corydoras stenocephalus     Eigenmann & Allen, 1942    
Corydoras sterbai     Knaack, 1962   
Corydoras surinamensis     Nijssen, 1970        
Corydoras sychri     Weitzman, 1960    
Corydoras treitlii     Steindachner, 1906    
Corydoras trilineatus     Cope, 1872    
Corydoras tukano     Britto & Lima, 2003        
Corydoras undulatus     Regan, 1912        
Corydoras virginiae     Burgess, 1993        
Corydoras vittatus     Nijssen, 1971        
Corydoras weitzmani     Nijssen, 1971    
Corydoras xinguensis     Nijssen, 1972    
Corydoras zygatus     Eigenmann & Allen, 1942




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Scleromystax  Günther, 1864

Originalmente foi estabelecido um subgênero de Callichthys por Günther (1864), e Eigenmann & Eigenmann (1888) transformaram Scleromystax em gênero. Na revisão de Callichthydae, Gosline (1940) sinonimizou Scleromystax em Corydoras. Recentemente Britto (2003) revalidou o gênero Scleromystax e o relacionou com o gênero Aspidoras dentro da tribo Aspidoradini na subfamília Corydoradinae.


Scleromystax barbatus


O gênero Scleromystax é reorganizado por Britto através de cinco sinapomorfias. Facilmentes reconhecidos pelo dimorfismo sexual, os machos adultos apresentam as nadadeiras peitorais alongadas quando comparado com as fêmeas. Os machos sexualmente ativos de algumas espécies (S. barbatus,S. macropterus, C112, C113), apresentam o rosto acima dos barbilhões cobertos com uma estrutura com inúmeros odontodes. Esses odontodes podem desaparecer fora da estação de acasalamento.
A espécie tipo do gênero é Scleromystax barbatus (Quoy & Gaimard, 1824). Britto (2003) lista 4 espécies membros do gênero (S. barbatus, S. macropterus, S. prionotos e uma espécie não descrita no estado de São Paulo identificada como C-number C112). Em 2005, é descrita uma espécie do estado da Bahia, Scleromystax salmacis (Britto & Reis, 2005), anteriormente conhecida como C-numbers C113.


Scleromystax macropterus

As espécies desse gênero são restritas a região de Mata Atlântica, do leste ao sudeste da costa brasileira (estados da Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina), sendo consideradas endêmicas desse local.
Na atualidade, o desmatamento e a poluição desse biótopos, causam grande problemas a fauna endêmica dessas regiões. Um exemplo é Scleromystax macropterus que se encontra vulnerável a extinção.

Etimologia do gênero: Do grego Sclero que significa duro e do latin mystax que significa bigode.

Espécies:
Scleromystax barbatus      (Quoy & Gaimard, 1824)     
Scleromystax macropterus     (Regan, 1913)
Scleromystax prionotos     (Nijssen & Isbrücker, 1980)    
Scleromystax salmacis     Britto & Reis, 2005        


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C-Numbers

Criado pela revista Die Aquarien- und Terrarienzeitschrift – Datz, o C-numbers é um sistema de classificação usado por aquaristas e biólogos, para referir-se a espécies de Corydoradinae que não estão descritas taxonômicamente. Após serem classificados cientificamente, perdem o C-numbers e ganham o nome binomial.


 Corydoras hastatus

Embora útil para as espécies não classificadas, sua base é feita através de fotografias, gerando confusão na identificação de espécies muito parecidas, podendo acontecer de duas ou mais espécies serem classificadas no mesmo C-numbers, devido similaridade na morfologia externa e coloração, tratando-se portanto de uma referência passível de erros.





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Referências:
  • Britto, M. R. 1998. Two new species of the genus Aspi- doras from Central Brazil. Ichthyological Exploration of Freshwaters, 8:359-368. 
  • Britto, M. R. . Aspidoras depinnai (Siluriformes: Callichthyidae): a new species from Northeastern Brazil. Copeia, v. 2000, n. 4, p. 1048-1055, 2000.
  • Britto, M. R. and R.M.C. Castro. 2002. A new cory- doradine catfish (Siluriformes: Callichthyidae) from the upper Parana and Sao Francisco: the sister-group of Bro- chis and most of Corydoras species. Copeia. 1006- 1015
  • Britto, M. R. . Phylogeny of the subfamily Corydoradinae Hoedeman, 1952 (Siluriformes: Callichthyidae), with a definition of its genera.. Proceedings of the Academy of Natural Sciences of Philadelphia, Philadelphia, v. 153, n. 1, p. 119-154, 2003.
  • Britto, M. R.  and F. C. T. Lima  2003 Corydoras tukano, a new species of corydoradine catfish from the rio Tiquié, upper rio Negro basin, Brazil (Ostariophysi: Siluriformes: Callichthyidae). Neotropical Ichthyology v. 1 (no. 2): 83-91.
  • Fuller, I.A.M. and Evers H.G., 2005. Identifying Corydoradinae Catfish. Verlag A.C.S. GmbH. Hardcover, 384 pages.
  • Nijssen, H. and I. J. H. Isbrucker. 1976. The South Amer- ican plated catfish genus Aspidoras R. von Ihering, 1907, with descriptions of nine new species from Brazil (Pisces, Siluriformes, Callichthyidae). Bijdragen tot de Dierkunde. 46:107-131.
  • Nijssen, H. and I. J. H. Isbriicker. 1980. A review of the genus Corydoras Lacepede, 1803 (Pisces, Siluriformes, Callichthyidae). Bijdrague Dierkunde, 50:190-220.
  • Reis, R. E. 1998a. Anatomy and phylogenetic analysis of the neotropical callichthyid catfishes (Ostariophysi, Si- luriformes). Zoological Journal of the Linnaean Society, 124:105-168.
  • C-numbers 
  • Fishbase 

Fotos: 
Cschoy
Frank Faloone
Rafael Akama
Ricardo Britzke
Sal.Paradise

Adaptado por Ricardo Britzke © Copyright 2009 ©

Sunday, September 13, 2009

Os gêneros Farlowella e Sturisoma

Classificação científica

Ordem  Siluriformes
Família Loricariidae - Rafinesque, 1815
Subfamília Loricariinae - Bonaparte, 1831
Tribo Harttiini -  Isbrücker, 1979


Farlowella Eigenmann & Eigenmann, 1889.

Espécie tipo: Acestra acus Kner,1853. Holótipo: NMW 47795, Venezuela, Caracas.

Gênero: feminino.

O gênero Farlowella é
amplamente distribuído nas bacias dos rios Amazonas, Orinoco, Paraná, e rios litorâneos da Guiana, existindo atualmente 26 espécies válidas descritas.
Apresentam corpo delgado e com um focinho pronunciado, cor acastanhada com duas listras escuras laterais que começam na ponta do focinho, passando sobre olhos e terminam na cauda, sendo interrompidos frequentemente no pedúnculo caudal. Seu corpo possui forma semelhante a um galho fino de madeira.

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 Farlowella sp.

 As espécies habitam áreas de água de fluxo lento, ficando imóveis em galhos submersos, onde se camuflam nesse meio. Alguns espécimes também podem ser encontrados em correntezas de riachos, sobre rochas e galhos submersos. Em seu hábitat natural, alimentam-se principalmente de algas.

O dimorfismo sexual inclui odontodes hipertrofiados
nos machos ao longo das laterais do focinho, ou na cabeça de espécies com o focinho curto. Os ovos são colocados em superfícies verticais abertas, como vegetação ou rochas submersas, em uma única camada que são guardados pelo macho.
 .
 Farlowella sp.

Análises filogenéticos morfológico e moleculares colocam o gênero Farlowella como gênero irmão de Sturisoma. Este relacionamento é suportado pelo dimorfismo sexual e estratégias de reprodução, que são idênticas em ambos gêneros.

Etimologia: Uma homenagem a William Gilson Farlow, um botânico americano famoso da Universidade de Harvard, cujo o trabalho principal foi estudar as algas, o alimento favorito desses peixes.
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William Gilson Farlow
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Espécies: 
Farlowella acus  (Kner, 1853)
Farlowella altocorpus  Retzer, 2006    
Farlowella amazonum  (Günther, 1864)
Farlowella colombiensis  Retzer & Page, 1997  
Farlowella curtirostra  Myers, 1942     
Farlowella gracilis  Regan, 1904     
Farlowella hahni  Meinken, 1937               
Farlowella hasemani  Eigenmann & Vance, 1917     
Farlowella henriquei  Miranda Ribeiro, 1918                 
Farlowella isbruckeri  Retzer & Page, 1997                     
Farlowella jauruensis  Eigenmann & Vance, 1917        
Farlowella kneri  (Steindachner, 1882)   
Farlowella mariaelenae  Martín Salazar, 1964     
Farlowella martini  Fernández-Yépez, 1972             
Farlowella nattereri Steindachner, 1910      
Farlowella odontotumulus  Retzer & Page, 1997                     
Farlowella oxyrryncha  (Kner, 1853)     
Farlowella paraguayensis  Retzer & Page, 1997     
Farlowella platorynchus  Retzer & Page, 1997     
Farlowella reticulata  Boeseman, 1971            
Farlowella rugosa  Boeseman, 1971            
Farlowella schreitmuelleri  Ahl, 1937           
Farlowella smithi  Fowler, 1913    
Farlowella taphorni  Retzer & Page, 1997                     
Farlowella venezuelensis  Martín Salazar, 1964     
Farlowella vittata  Myers, 1942
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Sturisoma Swainson, 1838.

Espécie tipo: Loricaria rostrata Spix & Agassiz, 1829. Rios brasileiros. Holótipo perdido.

Gênero: neutro.

As espécies do gênero Sturisoma são distribuídas extensamente nas bacias Trans-andina, do Panamá até a Colômbia; e nas bacias Cis-andinas, Amazonas, Orinoco e Paraguaí.  No momento, quinze espécies válidas são reconhecidas.

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 Sturisoma aureum

Habitam águas de fluxo rápido, onde exista galhos e troncos submersos abundantes. O dimorfismo sexual inclui odontodes hipertrofiados nas laterais da cabeça dos machos. Como o gênero Farlowella, as espécies de Sturisoma colocam seus ovos em superfícies verticais abertas, como vegetação ou rochas submersas, que são guardados pelo macho. Em seu hábitat natural se alimenta de algas que crescem em pedras e troncos.

Um neótipo tem ser designado ainda para a espécie tipo Sturisoma rostratum,  pois o holótipo foi destruído durante a segunda guerra mundial. A designação do Neótipo é necessária para se conhecer a localidade tipo, que não é  especificada e pode pertence a qualquer uma das diversas espécies atualmente reconhecidas. Sturisoma e Farlowella são grupos irmãos
, onde o dimorfismo sexual e a estratégia reprodutiva são comparáveis em ambos os gêneros e tendem a corroborar os dados morfológicos e moleculares.
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Sturisoma aureum - casal e ovos

Etimologia: Do alemão sturio, que significa esturjão + do grego soma, que significa corpo.

Espécies:
Sturisoma aureum (Steindachner, 1900)              
Sturisoma barbatum (Kner, 1853)           
Sturisoma brevirostre (Eigenmann and Eigenmann, 1889)         
Sturisoma dariense (Meek and Hildebrand, 1913)          
Sturisoma festivum Myers, 1942             
Sturisoma frenatum (Boulenger, 1902)               
Sturisoma guentheri (Regan, 1904)        
Sturisoma kneri (De Filippi in Tortonese, 1940)                
Sturisoma lyra (Regan, 1904)    
Sturisoma monopelte Fowler, 1914       
Sturisoma nigrirostrum Fowler, 1940    
Sturisoma panamense (Eigenmann and Eigenmann, 1889)        
Sturisoma robustum (Regan, 1904)       
Sturisoma rostratum (Spix and Agassiz, 1829) 


Referências:
COVAIN, R., FISCH-MULLER, S. 2007. The genera of the Neotropical armored catfish subfamily Loricariinae (Siluriformes: Loricariidae): a practical key and synopsis. Zootaxa, 1462: 1-40.  
GHAZZI, M.S. (2005) Sturisoma kneri, new species, a name for an old yet poorly-known catfish (Siluriformes: Loricariidae). Copeia, 2005, 559–565.
ISBRÜCKER, I. J. H. (1979) Descriptions préliminaries de nouveaux taxa de la famille des Loricariidae, poissons-chats cuirassés néotropicaux, avec un catalogue critique de la sous-famille nominale (Pisces, Siluriformes). Revue française d'Aquariologie Herpetologie v. 5 (no. 4) (1978): 86-117.
MONTOYA-BURGOS, J.-I., MULLER, S., WEBER, C. & PAWLOWSKI, J. (1998) Phylogenetic relationships of the Loricariidae (Siluriformes) based on mitochondrial rRNA gene sequences. In: Malabarba, L.R., Reis, R.E., Vari, R.P., Lucena Z.M.S. & Lucena, C.A.S. (Eds.) Phylogeny and Classification of Neotropical Fishes. Edipucrs Porto Alegre, Porto Alegre, Brazil, pp. 363–374.
RAPP PY-DANIEL, L.H. (1997) Phylogeny of the Neotropical armored catfishes of the subfamilly Loricariinae (Siluriformes:Loricariidae). Unpublished Ph. D. Thesis, University of Arizona, Tucson, 280 pp.
REIS, R.E., KULLANDER, S.O. & FERRARIS, C.J. Jr. (2003) Check List of the Freshwater Fishes of South and Central America, Edipucrs Porto Alegre, Porto Alegre, Brazil, 742 pp.
 
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Adaptado por Ricardo Britzke © Copyright 2009 ©