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Wednesday, June 2, 2010

O gênero Pterophyllum

O gênero Pterophyllum foi originalmente descrito por Lichtenstein em 1823 como Zeus scalaris. O exemplar do gênero foi coletado no Brasil oriental, e o local exato de coleta é desconhecido. O holótipo (espécime-tipo) foi depositado em Berlim, mas se encontra perdido. Como o nome Zeus ja era pré-ocupado por outro animal, o mesmo deveria ser trocado.
Em 1840, Heckel propõe o gênero Pterophyllum para trocar o nome do peixe de Lichtenstein, o qual é usado até os dias de hoje. 
No ano de 1967 o Dr. Leonard. P. Shulttz, por solicitação do Museu Nacional dos Estados Unidos, efetuou uma revisão do gênero, classificando-o em quatro espécies: Pterophyllum scalare, Pterophyllum altum, Pterophyllum dumerilli e Pterophyllum leopoldi.
Kullander no ano de 1986 realiza uma nova revisão do gênero, e sinonimiza a espécie Pterophyllum dumerilli como sinônimo junior de Pterophyllum scalare, e finalmente ficando apenas três espécies no gênero. 

Etimologia: Pterophyllum, do grego pteron = pena, vela; e do grego phyllon = folha; referente a nadadeira dorsal alta, larga e triangular.

Sinônimos:
Platax Cuvier, 1831. — Neutro.
Plataxoïdes Castelnau, 1855.  — Masculino.

Até o momento, três espécies são conhecidas, P. scalare, P. altum e P. leopoldi.
Pterophyllum scalare (Lichtenstein, 1823)
Zeus scalaris Lichtenstein, 1823. Verz. Doubl. Mus. Berl. p. 114 (Brasil oriental)
Platax scalaris Cuvier, 1831. In Cuvier & Valenciennes, Hist. nat. Poiss. 7, p. 237 (Sem localidade tipo)
Plataxoïdes Dumerilii Castelnau, 1855. Anim. nouv. rares. Poissons, p. 21, pl. 11, fig. 3 (Pará)
Pterophyllum eimekei Ahl, 1928. Aquarium, Berl. 1928, p. 31, fig. p. 31 (Rio Negro)
Após a descrição inicial feita por Lichtenstein, outros investigadores publicaram revisões propondo novos nomes para a espécie. Em 1831, George Cuvier e Achille Valenciennes ao encontrarem a espécie depositada sem sua identificação, a nomeiam de Platax scalaris
Em 1840 o zoólogo alemão Johann Jacob Ernest Heckel mais uma vez mudou o nome daquela espécie para Pterophyllum scalaris. François de Caumont La Force, o conde de Castelnau, em 1855 descreve Plataxoïdes Dumerilii e em 1862, Günther muda o nome da espécie para Pterophyllum scalare.  Em 1928 Christoph Ahl descreve a espécie como Pterophyllum eimekei.

Apresenta 7,5cm de comprimento padrão (CP), 30-39 escamas ao longo da linha lateral e o entalhe no contorno pré-dorsal próximo ao focinho, sendo menos aparente a mancha preta localizada na base da nadadeira dorsal citada na descrição acima. Sua distribuição geográfica abrange a região da bacia amazônica no Peru, Brasil, Colômbia ao longo dos rios Ucayali, Solimões, Amazonas (até Belém), médio rio Negro e nos rios Madeira e Branco.Também é encontrado nos rios Araguaia (estado de Tocantins) e Oiapoque entre o estado do Amapá (BR) e a Guiana Francesa, no rio Essequibo na Guiana.  
 

Etimologia: scalaris, do Latin scala, um adjetivo referente a escada terminal, final; associado aos raios da nadadeira dorsal crescentes.
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Pterophyllum altum Pellegrin, 1903
 
 
Descrita por Jacques Pellegrin na bacia do alto Orinoco, Atabapo, Venezuela.
Esta espécie possue o corpo mais triangular, barras verticais mais amplas, contorno pré-dorsal mais visível, maior número de escamas (46-48) ao longo da linha lateral e comprimento padrão de 6,5cm. Sua distribuição compreende o alto rio Negro (bacia amazônica) e alto rio Orinoco nas regiões da Colômbia e Venezuela, preferencialmente em água preta e limpa 
 
Etimologia: altum, do Latin altus, um adjetivo de alto.
 
 
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Pterophyllum leopoldi (Gosse, 1963)
Plataxoides leopoldi Gosse, 1963. Bull. Inst. r. Sci. nat. Belg. 39 (35), p. 4, pl. I, fig. 2 (Furo du village de Cuia (rive gauche du Solimôes à environ 90 km en amont de Manacapuru))

O peixe é primeiramente descrito por Jean-Pierre Gosse em 1963, sendo sua localidade tipo o rio Solimões a 90 km de Manacapuru, sendo encontrados na Guiana e Rio Negro.
Esta espécie diferencia-se das outras por possuir a região pré-dorsal menos evidente, apresentando um contorno mais contínuo. Na base da nadadeira dorsal, possui uma mancha preta bem evidente.
É a espécie que possui menor tamanho (5 cm) e 27-29 escamas ao longo da linha lateral
São encontrados nas águas dos rios Solimões e Amazonas desde Manacapuru até Santarém e na
drenagem do rio Essequibo na Guiana (Kullander, 1986; 2003).

Etimologia: leopoldi, em homenagem ao Rei Léopold III da Bélgica (1901-1990), coletor da série tipo da espécie.


Referências:
Axelrod, H R. The Most Complete Colored Lexicon Of Cichlids: Every Known Cichlid Illustrated In Color. Hardcover, 864 pag. 1996.

Fotos
Internet User's 

Adaptado e traduzido por Ricardo Britzke © Copyright 2010 ©

Thursday, January 7, 2010

Mudança no padrão de coloração e comportamental em Apistogramma hyppolytae

O estudo foi realizado entre abril e setembro 2005, em uma lagoa perto da estação de pesquisa da exploração agrícola de Dimona (2°20'25.5114” S 60°6'5.7594” W), a 70 quilômetros ao norte de Manaus. A área é parte da bacia de rio de Cuieiras, um tributário do rio do negro. 

Apistogramma hippolytae - foto: David Soares


A lagoa estudada (aproximadamente 40 m comprimento - 14 m largura e 0.5 m profundidade) se formou a aproximadamente a 15 anos atrás, devido o represamento parcial de um igarapé da floresta para a construção de uma estrada local nunca terminada. A parte inferior da lagoa é coberta por uma camada grossa sedimentos finos e folhas submersas em decomposição (~80%), e por troncos e galhos (~20%). A lagoa é cercada por floresta tropical primária e secundária, fazendo um mosaico de árvores e arbustos que pendem sobre as margens da lagoa e contribuem com matéria orgânica ao sistema aquático.
Observações subaquáticas usando snorkel foram realizadas para verificar o comportamento dos ciclídeos anões, totalizando 18 horas dos registros. A observação individual durou aproximadamente 15 segundos e incluiu todo tipo de atividade (alimentação, descanso, exposição agonística (competição), exposição sexual , ataque ou fuga), sexo, idade (juvenis ou adultos), tamanho estimado dos indivíduos (quando envolvido em  interações intra ou interespecificas), e seu teste padrão da coloração. Os dados foram colhidos por um único observador, onde o mesmo permanecia imóvel a certa distância, para evitar pertubar os peixes. Os padrões de coloração foram caracterizados seguindo Baerends & Baerends van-Roon (1950) and Römer (2001), descrevendo a cor geral do corpo e a acentuação na presença de faixas, listras e manchas escuras na cabeça e corpo dos indivíduos (Fig. 1). Cinco diferentes padrões de coloração do corpo foram gravados em A. hippolytae, baseados em variações na intensidade de pontos e barras exibidos (figs. 2 e 3). Além destes cinco padrões, apresentaram padrão de coloração exclusiva de reprodução e proteção de ovos e alevinos. 
 Fig. 1 - Principais marcas usadas na descrição da coloração de Apistogramma hippolytae.
 
O padrão de coloração mais comum foi caracterizado pela cor de fundo prateada-esverdeada, com a mancha lateral e listra suborbital ausente ou fraca (figs. 2 a-b). Este teste padrão era chamado “liso” e foi observado principalmente quando os indivíduos estavam se alimentando (90%, n = 523 ocorrências; Fig. 3). No segundo – o padrão de coloração mais comum, chamado “listra-ponto” (Figs. 2c-d), onde o animal tornava-se pálido, com uma listra lateral conspícua (notável), mancha lateral e ponto caudal. Os olhos tornaram-se mais escuros, a listra suborbital apresentava-se fraca ou ausente, e a lateral as barras nos flancos tornaram-se visíveis. Este teste padrão foi encontrado principalmente quando os indivíduos estavam acima do substrato (em descanso, 89%, n = 406; Fig. 3); quando perturbado por um movimento repentino próximo, pela presença de um predador ou quando envolvidos em eventos de perseguição/agressão (fuga, 32%, n = 34). Este padrão de coloração foi observado raramente em grandes machos (maiores que 60 milímetros de comprimento padrão). O padrão de coloração “cara-pintada” (figos. 2e-f) possuía cor de fundo prateada-esverdeada sem pontos ou listras, à exceção de uma listra suborbital conspícua. Foi registada principalmente em grandes indivíduos, imediatamente antes da execução da agressão intra ou interespecifica (61%, n = 36; Fig. 3). O padrão de coloração “barrado” (Fig. 2g) foi caracterizado por um aumento geral na intensidade e no contraste das cores do corpo, com a presença de uma conspícua barra vertical marrom escura nos flancos. Um aumento no brilho do olho era igualmente notável. Este padrão de coloração foi observado somente em cinco ocasiões, quando os indivíduos se exibiam em competição (Fig. 3). Os machos que se exibiam na corte (Fig. 3) apresentaram um padrão de coloração típica, chamada de “brilho”. Este padrão é similar ao “barrado” (Fig. 2h), mas difere na ausência de barras laterais e por um aumento na intensidade e no contraste da coloração na região ventral. As fêmeas com cuidado parental exibiram um padrão de coloração único, com os primeiros raios das nadadeiras pélvicas e dorsais bem negros. Geralmente a mancha lateral, a listra suborbital e o ponto na nadadeira caudal eram bem conspícuos (notáveis), e a listra lateral era ausente ou praticamente ausente (Fig. 2i). A coloração esverdeada era totalmente substituída por um tom amarelo intenso (Fig. 2j). 
Fig. 2 -  Padrões de coloração de Apistogramma hippolytae. a-b = “liso”; c-d = “listra ponto”; e-f = “cara-pintada”; g = “barras”; h = “brilho”; i-j = Fêmea em cuidado parental. Fotos (b), (d), e (h) J. Zuanon; (f) modificada de Römer (2001); e (j) de F. Mendonça.

As mudanças de coloração ocorreram rapidamente (em alguns segundos). Por exemplo, quando macho grande atacava um intruso, ele mudava do padrão “cara-pintada” para o padrão “liso” em menos de 20 segundos. Quando uma exibição de competição ocorria, o peixe envolvido mudava do padrão “liso” para o padrão “barrado”, e após executar o comportamento retornava ao padrão “liso” em menos de 30 segundos. Para as fêmeas com cuidado parental, o tempo para mudar de coloração era bem mais longo. As mudanças rápidas no padrão de coloração é uma característica comum dos ciclídeos, devido à posição superficial dos cromatóforos, produzindo as marcas características de cada padrão de coloração. O padrão de coloração “liso” constitui provavelmente uma coloração enigmática, permitindo que os peixes sejam confundidos com o fundo da lagoa que é composto por restos orgânicos. Era o padrão de coloração mais observado, ocorrendo principalmente quando os peixes estavam se alimentando sem serem pertubados. Römer (2001) relaciona tal padrão de coloração com um modo neutro, calmo. De fato, distúrbios no ambiente foram seguidos geralmente pela mudança para o padrão de coloração “listra-ponto”. A presença de barras verticais como padrão de coloração também foram descritos para outros ciclídeos, associando um comportamento de fuga e submissão. A combinação de pontos, listras e barras, foram associadas com a redução da intensidade de coloração, parecendo constituir um padrão de coloração disruptivo (tenso), permitindo que os peixes permaneçam despercebidos para predadores potenciais. Não obstante, mais de 65% dos peixes observados em fuga após algum distúrbio, mostraram o padrão de coloração “liso” (Fig. 3). 

Fig. 3 - Frequência da ocorrencia dos cinco padrões de coloração em Apistogramma hippolytae

 Isto pode ser explicado pelo fato que a maioria vasta dos ataques observados (e das repsotas de fugas) resultaram das interações agressivas feitas por indivíduos maiores de A. hippolytae durante a alimentação, e não nas tentativas de predação. Nesses casos, o indivíduo atacado se afastava poucos centímetros e não era molestado. Entretanto, perseguições feitas pelo Jacundá (gênero Crenicichla), causavam distúrbios repentinos no ambiente, seguidos imediatamente pela mudança no padrão de coloração para o padrão “listra-ponto”. Este padrão de coloração era igualmente indicado por fêmeas durante a corte e pode indicar uma forma de submissão, evitando ataques contínuos de machos agressivos. A listra suborbital muito conspícua no padrão de coloração “cara-pintada” parece representar o sinal principal da agressão, e foi indicado igualmente pelas fêmeas que se encontravam em cuidado parental. O padrão de coloração descrito por Römer (2001) para indivíduos ligeiramente agressivos, não concorda com nossas observações, pois o autor menciona que o padrão de coloração “cara-pintada” é predominante entre os peixes prisioneiros. Nossas observações indicam que tal padrão de coloração é comum no ataque de peixes maiores e imediatamente antes do ataque por co-específicos. Isto representaria uma coloração de advertência, indicando uma iminente interação agonística. “O padrão de coloração “brilho” e “barrado” mostraram um aumento considerável na intensidade da coloração de fundo no corpo, que poderia estar relacionada à prontidão reprodutiva e ser empregada durante a corte ou nas disputas para fêmeas. A cor amarela das fêmeas em cuidado parental é uma característica das espécies do gênero Apistogramma, aumentando a intensidade das manchas e dos pontos. A combinação de marcas amarelas e negras é reconhecida como um dos padrões de coloração de advertência nos animais e pode ser relacionado à agressividade de fêmeas nesse período. As marcas negras conspícuas nas nadadeiras especialmente nas pélvicas, acredita-se que estejam relacionadas à comunicação da mãe com sua prole. Nas águas rasas e desobstruídas habitadas pelo ciclídeo anão Apistogramma hippolytae, as mudanças no padrão de coloração foram sugeridos para ser um sistema de comunicação muito eficiente, evitando a perda de energia em interações desnecessárias. 

Os estudos que examinam os mecanismos fisiologicos ou o contexto evolucionário envolvidos na mudança da cor e da expressão dentro das espécies de Apistogramma pode ajudar a explicar o aspecto geral da história natural dos ciclídeos anão.

Para saber mais:

RODRIGUES, R. R.; CARVALHO, L. N.; ZUANON, J.; DEL-CLARO, K. Color changing and behavioral context in the Amazonian Dwarf Cichlid Apistogramma hippolytae (Perciformes) Neotropical Ichthyology, v. 7, ed. 4, pag. 641-646


Adaptado e traduzido por Ricardo Britzke © Copyright 2010 © 

Sunday, March 15, 2009

Apistogramma - Grupos e subgrupos

O gênero Apistogramma possui uma longa história evolutiva, que data do Pleistoceno, período compreendido entre 2 milhões à 11 mil anos atrás aproximadamente. Este gênero, assim como tantos outros, suportaram a era do gelo, que embora não afetasse diretamente seu habitat pelo frio, esta alterou o regime hídrico dos rios, baixando o nível dos mares a mais de 100 metros e secando a bacia amazônica. Ao baixar as temperaturas, diminuia a pluviosidade e a selva tropical retrocedia a apenas zonas isoladas, de onde evoluiram a maioria dos grupos de iriam formar o gênero Apistogramma. Estes ecossistemas evoluiram de forma independente e se adaptaram aos seus ecossitemas particulares. Nos períodos interglaciais, a tempertura aumentava, e se descongelavam grandes massas de agua, e consequentemente a selva crescia, aumentando o tamanho da bacia amazônica. O rio Amazonas encontrou a "saída" para o oceano, e diversas espécies que estavam "ilhadas" no interior das matas preservadas durante a era do gelo, começaram sua expansão simultânea. Acredita-se que as primeiras espécies do gênero seriam monogâmicas, com uma coloração muito parecida com o subgrupo Apistogramma commbrae, apresentando um dimorfismo sexual muito menos marcado do que as espécies que surgiriam posteriormente durante a evolução do gênero.

Apistogramma agassizii

Estas espécies ancestrais do subgrupo A. commbrae e os outros subgrupos do grupo A. regani foram expandindo-se. O subgrupo A. caetei se expandiu para o nordeste da costa atlântica. O subgrupo A. regani se expandiu para o médio e baixo amazonas. A. pleurotaenia do subgrupo A. resticulosa migrou para o sul, e o resto do subgrupo migrou para oeste, na amazônia boliviana. Sua extensão ocorreu no médio Amazonas primeramente e depois para o baixo Amazonas. Uma ou mais espécies do subgrupo A. resticulosa migrou para sudoeste. Destes, surgiu A. borelli no rio Paraguai. Os antecessores do subgrupo A. eunotus proveêm do subgrupo A. regani. Estes migraram desde o médio Amazonas, para oeste do Amazonas peruano.
O grupo A. sp. "Rotpunkt" eo grupo A. macmasteri proveêm do subgrupo A. eunotus. O grupo A. steindachneri proveêm do subgrupo A. regani.
O grupo A. balzfleck é o mais difícil de saber sua procedência, situando-se entre o grupo A. steindachneri e o grupo A. pertensis, sendo que o número de poros infraorbitais indica que são espécies mais evoluidas.
O grupo A. pertensis proveêm do grupo A. steindachneri, do grupo A. balzfleck e do subgrupo Ap. regani. O grupo A. pertensis é o único que formam espécies primitivas e espécies evoluidas.
O grupo A. diplotaenia proveêm provavelmente do subgrupo A. iniridae, que também tem afinidade com o subgrupo A. elizabethae. O grupo A. agassizii também proveêm do subgrupo A. iniridae. O subgrupo A. iniridae também originou o grupo A. gibbiceps. Do grupo Ap. gibbiceps se formou o grupo A. cacatuoides, e este o grupo A. trifasciata.
O seguinte agrupamento foi proposto baseado em diferentes características, como a forma do corpo, a forma das nadadeiras, o tamanho, a coloração e o comportamento.
Algumas espécies se encontram distribuídas por amplas regiões, outras são endêmicas, e uma mesma espécie apresenta várias colorações, varaindo de acordo com seu habitát.

Apistogramma baenschi

Atualmente existem 75 espécies descritas do gênero Apistogramma. Cerca de 100 espécies diferentes estão distribuídas por toda as drenagens tropicais da América do Sul, algumas dessas não descritas na literatura. É provável que parte dessas espécies não descritas, sejam variações geográficas de outras espécies conhecidas. Com tantas espécies conhecidas, com certeza existe um grande potencial para que este número expanda drasticamente, pois o género Apistogramma foi dividido em várias espécie-grupos. Meinken (1962) erigiu os grupos de espécie baseados em diâmetros do olho e em comprimentos diferentes do focinho. Embora se pensasse que este era um agrupamento artificial, estes dados permaneceram a base para identificar o gênero Apistogramma por quase 20 anos. Kullander (1980) propôs um agrupamento mais natural do gênero, baseado em muito mais caracteres compartilhados. Alistou 7 espécie-grupos e diversas espécies que não eram então assinalávéis aos espécie-grupos. Schmettkamp (1982) era o primeiro a reconhecer que cada espécie-grupo teve uma distribuição regional, propondo 9 espécie-grupos a mais. Koslowski (1985) publicou uma lista de espécie-grupos, sendo a maioria usada até hoje. Igualmente subdividiu alguns espécie-grupos que chamam estas divisões de “complexos”.


Apistogramma borelli


Todos estes autores usam o termo “complexo” para referir uma série de espécies derivadas de uma única espécie ancestral (monofiletismo). Kullander e Koslowski, entretanto, reconhecem a possibilidade que alguns de seus grupos não serem monofiléticos, mas parecem estreitamente relacionados. Os “complexos” de Koslowski são subgrupos que compartilham um número maior de caractéres externos comuns.

Grupos e Subgrupos do gênero Apistogramma

1) Agassizii.
2) Borelli
3) Cacatuoides.
4) Gibbiceps.
5) Macmasteri.
6) Pertensis.
7) Regani.
8) Steindachneri.
9) Trifasciata.
10) Balzfleck
11) Diplotaenia
12) Rotpunkt

1) Grupo A. agassizii.

Características: corpo comprimido lateralmente, faixa longitudinal contínua e escura, se estenden ao pedúnculo, possuindo detalhes em azul irridescente sobre o inicio do labio superior. As fêmeas na época de reprodução perdem sua faixa horizontal, possuindo pontos grandes proporcionais na metade de seu corpo. Possuem 3 poros sensitivos infraorbitais, que os convertem em espécies mais adaptadas (evoluídas). Este grupo possui traços comuns com o subgrupo A. iniridae.


Apistogramma pulchra

1.1) Subgrupo agassizii, composto por:

A. agassizii
A. cf. agassizii Alenquer
A. . agassizii Madeira
A. cf. agassizii Pastel/Rio Tapiche
A. cf. agassizii Purus
A. cf. agassizii Tapajós
A. cf. agassizii Tocantins
A. cf. agassizii Trombetas
A. gephyra
A. cf. gephyra Branco
A. cf. gephyra Curua
A. sp. Tefé

Características: nadadeira caudal lanceolada e arredondada, dorsal extensa e contraiada. Distribuida ao longo de todo região amazônica.

1.2) Subgrupo bitaeniata, composto por:

A. bitaeniata

A. cf. bitaeniata Lago Januari
A. cf. bitaeniata Porto Velho
A. bitaeniata Tefé
A. aff. bitaeniata (Koslowski)
A. sp. Orangeflossen/Orange-fins

Características: possuem na nadadeira caudal raios mais largos em ambos extremos (lira), e na dorsal os primeros e últimos raios são consideravelmente mais largos. Tem uma faixa abdominal larga por baixo da linha lateral. Distribuida ao longo das drenagens de aguas negras no Peru, Brasil e Colombia.


Apistogramma bitaeniata

1.3) Subgrupo elizabethae, composto por:

A. elizabethae
A. mendezi
A. paucisquamis
A. sp. Gelbwangen
A. sp. Langstreifen/Long-striped

Características: nadadeira caudal em forma de lira, e a nadadeira dorsal é alta e serrada. Este subgrupo possui traços com o subgrupo A. iniridae, do que com os outros 2 subgrupos anteriores. Distribuídas no rio Negro.


2)Grupo A. borelli.

A. borelli
A. sp. Opal

Características: integra um grupo com forma exclusiva no momento, e alguns autores mencionan que poderia ingresar no grupo A. sp. "Río Paraguay III". Possui nadadeira caudal e dorsal de grandes proporções, caudal redondeada, a faixa horizontal em zig zag (recordar que Apistogramma = linha irregular). Posuui 3 poros infraorbitais. Distribuídas no estado do Mato Grosso, rios Paraguai, Paraná; sendo encontrado até Corrientes, Argentina.

Apistogramma elizabethae

3) Grupo A. cacatuoides.

Características: corpos comprimidos lateralmente, nadadeiras em forma de lira. Os machos possuem labios relativamente grandes e carnosos. As fêmeas na época de reprodução perden sua faixa horizontal, tendo um ponto de grandes proporções na metade de seu corpo, nadadeiras dorsal com os primeiros raios maiores.

3.1) Subgrupo cacatuoides, composto por:

A. cacatuoides
A. cf. cacatuoides Juruá
A. cf. cacatuoides Manacapuru
A. cf. cacatuoides Putumayo
A. luelingi
A. juruensis
A. cf. juruensis Schwarzkinn/Black-chin
A. martini
A. staecki
A. cf. staecki Guaporé

Características: nadadeira caudal truncada, marcada com linhas laterais e no abdomem com linhas em zig zag. Dsitribuídas em rios de águas claras da Bolívia, Peru e no rio Juruá no Brasil.

3.2) Subgrupo nijsseni, composto por:

A. nijsseni
A. atahualpa
A. norberti
A. panduro
A. Payaminosis
A. sp. Arlequin
A. sp. Inca/Inka
A. sp. Juruá
A. sp. Maulbrüter/Brustband
A. sp New sunset
A. sp zwilling
A. sp oregon
A. martini

Características: nadadeira caudal arredondada, ausência total ou parcial nos exemplares adultos da faixa horizontal. Os machos adultos possuem uma borda na nadadeira caudal. Distribuídos nas águas negras de Equador, Peru e Colômbia.


Apistogramma cacatuoides

4) Grupo gibbiceps.

Características: amplas barras na diagonal na região abdominal, os machos possuem uma nadadeira caudal em forma de lira. Possuem 3 poros infraorbitalais. Distribuídos do médio ao alto rio Negro, baixo e médio rio Branco e a bacia do Orinoco.

4.1) Subgrupo gibbiceps composto por:

A. gibbiceps
A. roraimae
A. sp. Breitbinden/Broad-banded
A. cf. sp. Breitbinden São Gabriel

Características: corpo mais alto, nadadeira dorsal estreita e baixa. Distribuídos no medio rio Negro e no rio Branco.

4.2) Subgrupo personata composto por:

A. personata
A. cf. personata Mitú

Características: mais alargado e comprimido lateralmente que o subgrupo gibbiceps, labios grandes nos machos. As linhas abdominais se apresentam muito marcadas, sendo um dado bem confiável. Considera-se A. sp. "Breitbinden" como una especie ponte entre o subgrupo personata e o grupo cacatuoides. Distribuídas no Orinoco, Uapés no Brasile Vaupés na Colômbia.


Apistogramma gibbiceps

5) Grupo A. macmasteri.

Características: corpos alargados e robustos, as fêmeas na época de reprodução apresentam tons amarelos e brilhantes, desenvolvem um padrão mais ou menos parecido a um tabuleiro de xadrez, con uma linha negra no ventre. Os machos possuem a nadadeira caudal arredondad; dorsal média, ampla e serrada; a faixa horizontal em forma de zig zag. Todas as espécies são distribuídas na bacia do rio Orinoco na Venezuela e Colômbia.

5.1) Subgrupo hoignei composto por:

A. hoignei
A. sp. Caura
A. sp. Tamé
A. sp. Schuppenfleck/Scale-spot

5.2) Subgrupo macmasteri composto por:

A. macmasteri
A. guttata
A. hongsloi
A. cf. hongsloi Gold
A. cf. hongsloi Rotstrich/Red-streak
A. cf. hongsloi Venezuela 1
A. cf. hongsloi Venezuela 2
A. viejita
A. sp. Albertini
A. sp. Hochflossen
A. sp. Schwarzkehl/Black-throat
A. sp. Tamara


Apistogramma viejita

6) Grupo A. pertensis.

Características: corpo alto, com uma faixa horizontal larga e escura. As fêmeas na época reprodutiva, apresentam tons amarelos e menos brilhantes que as de outros grupos, e um ponto na zona media do seu corpo. É um grupo original no sentido que possui espécies denominadas primitivas e ancestrais, com especies mais adaptadas. Distribuidas na bacia do rio Negro, alto Orinoco e baixo Amazonas.

6.1) Subgrupo A. iniridae composto por:

A. iniridae
A. brevis
A. pulchra
A. sp. aff. pulchra Abacaxis
A. sp. aff. pulchra Xingu
A. cf. pulchra Branco
A. uaupesi
A. velifera
A. sp. Blutkehl/Cutthroat
A. sp. Içana
A. sp. Felsen/Rock
A. sp. Putzer/Cleaner
A. sp. Rotkeil/Red-wedge
A. sp. Wilhelm

Características: todas as espécies, são as mais adaptadas, contando com 3 poros infraorbitais. Debaixo da faixa horizontal, apresentan outras linhas escuras na diagonal. Com excessão de A. iniridae, o resto contam com nadadeira caudal em forma de lira.


Apistogramma steindachneri


6.2) Subgrupo A. pertensis composto por:

A. pertensis
A. cf. pertensis Upper Negro Lancetail
A. meinkeni
A. cf. meinkeni Pimental
A. parva A. sp. Erdfresser/Earth-eater
A. sp. Igarape-Ira
A. sp. Mitú
A. sp. Rio Vaupes
A. sp. Vierstreifen/four stripes

Características: 4 poros infraorbitais, que os converte em espécies ancestrais ou primitivas. Exceto sua linha horizontal, não apresentan outras linhas escuras.

7) Grupo A. regani.

Características: é o maior grupo em quantidade de espécies que o integram, se diferenciam por possuir um corpo pequeno, a faixa horizontal finaliza no pedúnculo com uma figura similar a um trapezio, e barras verticais escuras. Este grupo possui as espécies maiss primitivas do gênero Apistogramma, onde o dimorfismo sexual é relativamente menos evidente.

Apistogramma sp. BREITBINDEN


7.1) Subgrupo A. caetei composto por:

A. caetei
A. cf. caetei Guamá
A. cf. caetei Marajó
A. piauensis
A. sp. Araguaia/red-face
A. sp Paraguay
A. sp. Parati
A. sp. Rotwangen/Red-cheeks
A. sp. Xingu/Red Lobes

Características: de corpo robusto e mais pequeno que os outros subgrupos, possuem linha diagonal por embaixo da linha horizontal.

7.2) Subgrupo commbrae composto por:

A. commbrae
A. inconspicua
A. linkei
A. cf. linkei (Guggenbühl)
A. similis
A. sp. Yellow-chest

Características: ponto peduncular grande quase quadrado, sobre o final da sétima barra vertical. Se considera esta espécies a mais primitiva do grupo Regani. Todas estas espécies habitam o rio Paraguai e afluentes, principalmente na Bolivia e zonas circundantes.

Apistogramma paucisquamis


7.3) Subgrupo eunotus composto por:

A. eonotus
A. cf. eunotus (Chang)
A. cf. eunotus (Römer)
A. cf. eunotus Orangeschwanz/Orange-tail
A. cf. eunotus Santa Ana
A. cf. eunotus Shahuaya
A. cf. eunotus Spitzkopf/Pointed-head
A. cruzi
A. moae
A. sp. Nanay
A. sp. Orangestreifen/Orange-stripes
A. sp. Parallelstreifen/Parallelstriped
A. sp. Peixoto
A. sp. Putumayo/Algodon II

Características: corpo robusto e ligeiramente mais alto, com a faixa horizontal mais larga que os demais subgrupos. Os machos no geral possuem estrias laranjas na nadadeira caudal, e totalmente distinto dos outros subgrupos é um ponto laranja na inserção das nadadeiras peitorais. Possui sua distribuição na "amazonas peruana", que comprende o Peru, uma região mais ocidental do Brasil, nordeste equatoriano e sudeste colombiano.

7.4) Subgrupo regani composto por:

A. regani
A. cf. regani Belem

A. cf. regani Trombetas

A. geisleri

A. cf. geisleri Parintins

A. gossei
A. ortmani
A. cf. ortmani Cuyuni/Tumeremo

A. sp. Amapá

A. sp. Amapá Bitter I “96”
A. sp. Belem

A. sp. Gelbwangen/Yellow-cheeks

A. sp. Masken/Tiger-stripe
A. cf. sp. Masken (Juruá)

A. sp. São Gabriel
A. sp. Smaragd/Emerald


Características: nos exemplares juvenis e nas fêmeas, apresentam sete barras verticais. Possuem tamanho médio. Distribuídas no médio e baixo Amazonas.

Apistogramma mendezi


7.5) Subgrupo A. resticulosa composto por:

A. resticulosa
A. cf. resticulosa Abuna
A. cf. resticulosa Aripuana
A. cf. resticulosa Humaita
A. cf. resticulosa Mamoré Blue
A. cf. resticulosa Porto Velho
A. acrensis A. pleurotaenia
A. taeniata
A. taeniata Alenquer
A. taeniata Arapiuns
A. taeniata Blauglanz/Blue-Sheen
A. taeniata Curuá
A. taeniata Curuá-Una
A. taeniata Lower Tapajos
A. taeniata Trombetas
A. tucuruí
A. cf. tucuruí Yellow-head
A. urteagai A. sp. Abuna
A. sp. Blaukopf/Blue-had/Steel-blue
A. sp. Rio Branco
A. sp. Wangenflecken/Cheeks Stripes

Características: corpo pequeno, com uma linha fina e em zig zag. Os machos possuem coloração azul ao longo do corpo Distribuídas no sul do rio Amazonas.

Apistogramma maciliensis

8) Grupo A. steindachneri.

A. steindachneri
A. hippolytae
A. rupunuri
A. cf. rupunuri Anauá
A. cf. rupunuri Rio Siapa
A. sp. Rio Preto do Candeias
A. sp. Zweifleck
A. sp. Zweipunkt/Two spot

Características: corpo comprimido lateralmente e estatura mediana. Os machos apresentam comportamentos polígamos; formando verdadeiros harens em seu território. Os raios da nadadeira dorsal são uniformes, e a nadadeira caudal é truncada. As barras verticais podem ser observadas somente em exemplares assustados, stressados, etc. Possuem 3 poros infraorbitais. Distribuidas na Guyana, Suriname e Brasil.

Apistogramma trifasciata


9) Grupo A. trifasciata.

A. trifasciata
A. cf. trifasciata Guaporé
A. maciliensis
A. arua
A. erythrura

Características: possuem muitas características do grupo cacatuoides, possuiendo coropo menor, alargado e comprimido, com a nadadeira caudal arredondada. Os machos são polígamos. Distribuídos nos rios Paraguai, Paraná, Guaporé e Mamoré, na Argentina, Brasil, Bolivia e Paraguai.

Apistogramma erythrura

10) Grupo A. wapisana

É um grupo intermediário entre o grupo A. steindachneri e A. pertensis. Possui 3 poros infraorbitais, mas exibem características físicas de espécies primitivas, nadadeira dorsal baixa, nadadeira caudal arredondada, e sem nenhum dimorfismo sexual. São espécies pequenas, com no máximo 4,5 cm. O macho é ligeiramente menor que a fêmea. Distribuídos na região superior do rio Negro e rio Branco. A. wapisana, A. sp. Chao, A. sp. Felsen, A. sp. Minima, A. sp. Orangesaum/Orange-rimmed, A. sp. Pimental, A. sp. Tiquié, A. sp. Weißsaum/White-rimmed

11) Grupo A. diplotaenia

São de tamanho pequeno e alongdos, com a nadadeira caudal arredondada e nadadeira dorsal baixa. Possuem uma dubla faixa lateral que recobre todo seu corpo e 3 poros infraorbitais. Distribuídas no rio Negroe seus afluentes.

A. diplotaenia
A. sp. Gabelband/Fork-band
A. sp. Miua

Apistogramma arua

12) Grupos A. sp Rotpunkt

Este grupo forma uma ligação entre o grupo A. macmasteri e o subgrupo A. eunotus. As fêmeas deste grupo desenvolvem na época de reprodção tons amarelos pigual a um tabuleiro de xadrez, característicado grupo A. macmasteri. Os machos possuem a nadadeira dorsal ligeiramente alargada e não serrada, e a nadadeira caudal é arredondada. São espécies primitivas, possuem 4 poros infraorbitais. Distribuídas no rio Orinoco e sudeste da Amazônia colombiana.

A. sp. Rotpunkt/Redspot
A. sp. Montanita
A. sp. Morado/Purple
A. sp. Papagei/Parrot/Algodon I
A. sp. Pebas A. sp. Puerto Nariño
A. sp. Schwarzsaum/Black-rimmed

Referências
Aquaciclidos
FishBase
Dr. Pez forum
Phylogeny

Fotos
Cínthia Emerich
Erivaldo Casado
Harun
Pedro Mesquita
Ricardo Britzke
Valnei Brunelli
Vicent Toh

Adaptado e traduzido por Ricardo Britzke
© Copyright 2009 ©

Sunday, October 7, 2007

Apistogramma bitaeniata

Semana Apistogramma no Nature Planet.


Nome científico: Apistogramma bitaeniata
Aquário mínimo:60l
Habitat original: América do Sul Região: Bacia do rio Amazonas, restrito a rios de água rica em húmus no Brasil e Peru (coletados em Nanay, Mazán e Tigre no Peru, perto de Leticia na Colômbia, e em Igarapé Preto e Lago Tefé no Brasil).
pH: min: 5,5 max :7,2
Temperatura: min: 24ºC max: 28ºC
GH: min: 10 max: 20
Tamanho máximo: 9 cm machos e 6 cm fêmeas
Manutenção: Média
Agressividade: Mínima
Alimentação: Flocos, bits, alimentos vivos em geral.



Coloração:

Sua coloração é muito variável, possui a base cinzenta com uma grande gama de cores presentes ao longo do corpo; tons azulados, avermelhados, amarelados e esverdeados.
As nadadeiras são de cor azul pálida, e a base dos raios da nadadeira dorsal é amarela, dando forma a uma espécie da faixa amarela que cruza a base da nadadeira dorsal. Esta faixa varia de intensidade e tamanho, dependendo do local onde o peixe foi capturado. As nadadeiras maiores e a anal, tem pontos vermelhos. Foi possível verificar isso de acordo com a zona de coleta dos animais.

Reprodução:
A Fêmea realiza a postura dos ovos em alguma caverna. São as fêmeas que se encarregam de cuidar da prole, enquanto o pai vigia o território.
Não é um peixe que coloca grandes quantidades de ovos, o seu normal é cerca de 50 ovos e os seus alevinos nascem cerca de 5 dias após a postura.

Referências:
Livros pesquisados: AXEROLD, H. R.; BURGESS, W. E.; PRONE, N. ; AXEROLD, G. S. ; BORUCHOWITZ, D. E. Aquarium fishes of the world. T. F. H. Publications, 1018 p

Sites Pesquisados:
Fish Base
Atlas Dr. Pez

Fotos:
Practical Fishkeeping


Adaptado e traduzido por Ricardo Britzke
©
Copyright 2007 ©

Saturday, October 6, 2007

Apistogramma pulchra

Semana Apistogramma no Nature Planet.



Nome popular: Apistograma pulchra
Nome científico:Apistogramma pulchra

Aquário mínimo: 40l

Habitat original: América do Sul Região: Bacia amazônica, Rio Madeira.

Família: Ciclídeos

pH: min: 5,5 max :7,2

Temperatura: min: 24ºC max: 28ºC

GH: min: 10 max: 20

Tamanho máximo: 5 cm machos e 3 cm fêmeas

Manutenção: Média

Agressividade: Mínima

Alimentação: Flocos, bits, alimentos vivos em geral.

Coloração:
Os machos lembram através de sua coloração os Apistogramma agassizi e o Apistogramma gephyra. Sua cauda possui a parte central azulada com as extremidades amarelas. A nadadeira dorsal é praticamente baixa, possuindo uma linha alaranjada estreita na parte superior.
Possui uma faixa negra que se inicia-se nos olhos e se estende por todo o corpo até a base da cauda, e nesta mesma faixa, logo após os olhos inicia-se uma faixa amarela superior a faixa negra, estendendo-se até a metade do corpo.
Reprodução:
Faz suas posturas em cavernas na natureza geralmente. Para estimular a postura dos peixes, devemos alimenta-los com alimentos vivos, como artêmias, larvas dos insetos, daphnia ou larvas de frutas. A fêmea se encarrega em defender a postura, e o macho de proteger a área do ninho. Os alevinos nascem depois de 24 a 36 horas após a postura e devem ser alimentados com microvermes e naupilos de artemia.
Referências:
Livros pesquisados: AXEROLD, H. R.; BURGESS, W. E.; PRONE, N. ; AXEROLD, G. S. ; BORUCHOWITZ, D. E. Aquarium fishes of the world. T. F. H. Publications, 1018 p

Sites Pesquisados:

Fotos:
Daniel Soler

Adaptado e traduzido por Ricardo Britzke
©
Copyright 2007 ©